Amuletos de Ano Novo no Japão

Os japoneses são muito supersticiosos e, portanto, é comum ver à venda nos templos durante o Oshougatsu, todos os tipos de talismãs e amuletos, para dar sorte, felicidade e prosperidade no ano novo. Alguns são colocados em frente às portas ou no interior das residências, outros para serem colocados dentro dos carros, na carteira ou até pendurado no celular.

Amuletos da Sorte – Os tamanhos também são variados, desde os minúsculos até os maiores, que podem ser colocados em uma parede, em frente às casas, na varanda ou em cima de um móvel.

Um exemplo de amuleto usado no Oshougatsu é o Shimekazari (Shimenawa), feito de corda trançada ou torcida de palha de arroz, em diversos formatos, tamanhos e decorações artesanais variadas. As dobraduras (origamis) também fazem parte da decoração, como o shide, um papel dobrado em zigue zague, lembrando um leque e o heisoku, um tipo de dobradura com papel washi.

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Outros itens que podem decorar o Shimekazari é o Dadai, uma laranja japonesa amarga, que também significa ao povo japonês, algo como “de geração em geração”. A lagosta, outro item que ilustra o Shimekazari, é um símbolo da velhice (porque o corpo da lagosta está inclinado como o corpo de um homem velho). Os galhos de pinheiro são símbolos de poder e longevidade, porque são verdes o tempo todo e os folhas de samambaia são símbolos de esperança e desejo de ter uma família feliz, passando de geração para geração…

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Os japoneses costumam colocar o Shimenawa em suas varandas ou portas de entrada, como forma de afastar o mal, livrar-se das impurezas, purificar o lar e trazer boa sorte para a família. É comum ver esse amuleto também em Santuários Xintoístas, com o intuito de manter os maus espíritos longe ou em tamanhos menores, feitos especialmente para pendurar no retrovisor da frente do carro.

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Omamoris são amuletos feitos com pedaços de papel onde aparece o nome de uma divindade, normalmente um dos Shichi Fukujin (sete deuses da felicidade) ou uma oração, visando proteção, prosperidade, felicidade ou mesmo a realização de algum desejo. Normalmente este pedaço de papel é dobrado e colocado em pequenos saquinhos vermelhos, gatinhos da sorte ou mesmo amarrados em árvores.

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Kadomatsu é uma decoração típica japonesa para o Ano Novo e significa literalmente “portão de pinheiros”. Geralmente, os japoneses colocam o Kadomatsu em pares, representando masculino e feminino em ambos os lados da porta em frente a casas e empresas. São colocados após o Natal e ficam até o dia 7 de janeiro e o objetivo dele é muito mais do que uma peça decorativa. O bambu representa força e crescimento, enquanto os ramos de pinha simbolizam vida longa. O arranjo é para trazer sorte à casa, acolher os espíritos dos ancestrais ou o Kami da colheita.

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A composição do Kadomatsu é da seguinte forma: A parte principal é composta por três hastes de bambu de tamanhos diferentes, sendo que o do meio é o mais alto, representando o céu, o mais baixo, representa a terra e o de tamanho médio representa a humanidade.

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O Daruma Doll é um  amuleto da sorte japonês e é muito comum ser dado de presente às pessoas próximas. São feitos artesanalmente de papel machê e oco por dentro. É comum ser encontrado na cor vermelho, mas existem Daruma de outras cores também. A região dos olhos é branca, pois quem ganhar o amuleto deve preencher o olho esquerdo ao fazer um desejo e somente pintar o olho direito, caso o desejo seja atendido.

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Eles são um presente comum para novas empresas, políticos durante uma campanha, ou para os alunos antes de um grande teste. Cada um têm um kanji diferente ou caracteres chineses para diferentes ocasiões, mas são frequentemente associados com a frase “nanakorobi yaoki“ 七転び八起き que se traduz “Caia 7 vezes, mas levante 8”.

Isso significa basicamente que nunca devemos desistir, não importa quantas vezes você cai. Você pode comprá-los em qualquer lugar, até em 100Y Shop.

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O Manekineko (招き猫) é com certeza um dos amuletos de sorte mais conhecidos no Japão. São chamados de Gatos da Sorte, da Felicidade e da Fortuna. Geralmente são feitos de cerâmica ou porcelana japonesa e o principal objetivo é atrair sorte e fortuna às vidas das pessoas e aos estabelecimentos comerciais.

Além de ser um ótimo souvenir para dar de presente no Ano Novo, podemos encontrar o Manekineko em tamanhos e cores variadas, na frente das fachadas de empresas, lojas, shoppings, pachinko, etc.

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Uma das principais características do Manekineko é sempre estar sempre sentado e com uma patinha levantada na altura da orelha. Segundo dizem, quando a patinha levantada é a esquerda, significa que é para chamar clientes e fazê-los gastar mais na loja. Se a patinha levantada é a direita, é para atrair sorte e dinheiro.

Pode-se ainda encontrar os gatinhos com as duas patinhas levantadas. Estes, por certo, é o melhor de todos! O Manekineko também pode ser encontrado na forma de cofrinhos, chaveiros, penduricalhos para celular, entre outros objetos.

Fonte: Japão em Foco

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Published in: on 19/12/2016 at 00:55  Deixe um comentário  
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11 de Setembro – Dia Nacional do Karatê

A resolução número 02/2002 da Confederação Brasileira de Karatê dispõe sobre a instituição do Dia Nacional do Karatê, a ser comemorado anualmente em 11 de setembro em todo o território brasileiro.

O Karatê é a arte marcial originada a partir das técnicas de defesa pessoal de Okinawa, tendo como base a filosofia do Budo. Seus objetivos se traduzem na busca constante do aperfeiçoamento pessoal, contribuindo para a harmonização do meio onde se está inserido através de muita dedicação ao trabalho, treinamentos rigorosos e vida disciplinada.

O precursor do Karatê foi Bodhi-Dharma, o mesmo que fundou o zen-budismo da Índia. Muito conhecido no Oriente, foi convidado pelo imperador chinês da época (520 a.C) para levar seus conhecimentos à China. Mas foi no Japão, mais precisamente na ilha de Okinawa, que o Karatê foi definitivamente sistematizado como a luta das mãos livres, ou melhor, sem armas.

A história conta que no início do século XV, o Rei Hasshi, da dinastia Sho, conseguiu reunir todas as ilhas do arquipélago Ryu Kyu (cuja maior ilha era Okinawa) numa só nação. A fim de desencorajar qualquer golpe armado de grupos rivais, ordenou que todas as armas fossem confiscadas, tornando sua posse crime contra o Estado.

Mais tarde, em 1609, Okinawa foi invadida pelo Senhor de Shimazu, convertendo-a em seu feudo e novamente as armas foram banidas, fazendo com que o povo retornasse com ardor ao aprendizado das técnicas de lutas sem armas. Foi nesta fase que houve uma renovação das formas de combate e surgiu então o OKINAWA-TE. Os treinamentos eram secretos e os alunos treinavam firmemente e, como as armas eram proibidas, procurava-se fazer com que as mãos e os pés fossem armas tão perigosas quanto as convencionais. Desta forma, aprimorou-se a técnica e começou-se a fazer uso de joelhos e cotovelos, além de aumentar cada vez mais a velocidade.

O Karatê moderno foi aprimorado e divulgado por Gishin Funakoshi (1869-1957), após estudar muitos anos na ilha de Okinawa. Em 1922, já em Tóquio, passou a ensinar nas universidades e seus alunos se espalharam por todo o Japão, difundindo seu sistema juntamente com o ZEN (exercícios mentais).

Devido ao fato do Karatê ter sido praticado secretamente no passado, um grande número de estilos foi desenvolvido. Os mais praticados são Shotokan, Goju-Ryu, Shito-Ryu e Wado-Ryu, cujas filosofias e lutas são as mesmas, variando um pouco somente a forma.

Após a Segunda Guerra, o Karatê espalhou-se para o mundo.

Fonte: FBK / Federação Paulista de Karatê

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Published in: on 07/09/2016 at 20:43  Deixe um comentário  
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24 de Abril – Dia do Samurai

É comemorado no dia 24 de abril, data de aniversário do mestre Sensei Jorge Kishikawa, o principal introdutor das artes samurai tradicionais no Brasil, o Kobudo (também chamado Koryu Budo).

O Sensei Jorge Kishikawa introduziu estas artes no Brasil em 1993 com a fundação do Instituto Cultural Niten, hoje presente em todas as regiões do Brasil, na Argentina e no Chile. Conta com mais de 800 praticantes.

Para ser reconhecido como Kobudo, um estilo precisa necessariamente ter sido fundado antes de 1868, ano da restauração Meiji, e possuir documentos que suportem esta afirmação. No Japão existe a Nihon Kobudo Kyokai e a Nihon Kobudo Shinkokai, associações que mantém registro destes estilos.

No Brasil atualmente estes requisitos somente são atendidos por estilos ensinados no Instituto Niten. Existem relatos de praticantes de outros estilos de Kobudo que migraram para o Brasil na década de 1950, porém atualmente não há registros destas práticas acontecendo em outro local além do Instituto Niten.

O Dia do Samurai é data oficial nos calendários das cidades de São Paulo (a metrópole onde se concentra o maior número de descendentes japoneses fora do Japão), Ribeirão Preto, cidade considerada como o berço da imigração japonesa no Brasil, Brasília, Piracicaba e em todo o estado do Paraná.

Honra. Justiça. Perfeição. Lealdade. Estas são algumas das palavras associadas aos Samurais, a classe guerreira do Japão feudal e até hoje, sua influência é sentida no modo de viver e de pensar do povo japonês.

Os samurais surgiram, como classe guerreira, na época feudal do Japão e dominaram o país por quase oito séculos (século VIII ao XIX). Ser um samurai era um prestígio social, uma vez que a classe guerreira ocupava os mais altos cargos dentro da ditadura militar nipônica, chamada de Xogunato ou Bakufu.

Inicialmente, a função do samurai era apenas coletar impostos e servir ao Império. A partir do século X, a figura do samurai toma forma e ganha uma série de funções militares, alcançando seu ápice no século XVII.

Os Samurais Modernos são pessoas que, nos dias de hoje, aplicam o Bushido e praticam as artes da espada

Fonte: Wikipédia / Instituto Niten

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3 de Março – Dia das Meninas no Japão – Hinamatsuri

Pedir saúde, felicidade e sorte para as meninas – esse é o objetivo do Hinamatsuri (Festival das Meninas), também conhecido como Momo no Sekku (Festival do Pêssego, fruto muito ligada ao evento, por sua florada coincidir com a data), comemorado em 3 de março, em todo o Japão.

Esse festival tem origem na fusão dos costumes chinês e japonês do início da primavera, quando era hábito entrar na água para pedir saúde e afastar a má sorte. Os bonecos Odairisama e Ohinasama representam um casal imperial do Período Heian (de 794 a 1192) e são baseados nos Nagashi-binas, bonecos de papel que passaram a substituir as pessoas nesse ritual de entrada nos rios.

No Período Edo (de 1603 a 1867), esses bonecos foram incrementados e passaram a ser confeccionados de pano e barro, incorporando vários utensílios ao cortejo imperail. Dessa forma, jogá-los nos rios passou a ser um desperdício, e criou-se o hábito de expô-los.

Foi nessa ocasião que os bonecos  passaram a ser connsiderados amuletos para a felicidade conjugal, e os utensílios do cortejo, um desejo para que cada menina se torne uma boa esposa.

O cortejo completo é formado por 15 bonecos: casal imperial, 3 serviçais, 5 músicos, 2 conselheiros e 3 guardas imperiais, além de pequenas lanternas e miniaturas de móveis da época. Uma bebida adocicada feita à base de arroz e doces também costumam enfeitar o altar do festival, que geralmente tem como cardápio os pratos típicos japoneses.

Fonte: Arquivo Pessoal

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Published in: on 01/03/2014 at 00:35  Deixe um comentário  
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11 de Fevereiro – Dia da Fundação do Japão – Kenkokukinen no hi 建国記念の日

O Dia da Fundação é um feriado nacional para comemorar a fundação do Japão e a ascensão do primeiro imperador ao trono, Jinmu, em 660 D.C. A família real do Japão é a dinastia imperial mais antiga do mundo.

建国記念の日(けんこくきねんのひ)とは、日本国民の祝日の一つである。日付は211

O Japão é um país insular da Ásia Oriental. Localizado no Oceano Pacífico, a leste do Mar do Japão, da República Popular da China, da Coreia do Norte, da Coreia do Sul e da Rússia, se estendendo do Mar de Okhotsk, no norte, ao Mar da China Oriental e Taiwan, ao sul. Os caracteres que compõem o nome do Japão significam “origem do sol”, razão pela qual o Japão é às vezes identificado como a “Terra do Sol Nascente”.

O Japão é um arquipélago de 6.852 ilhas. As quatro maiores ilhas são Honshu, Hokkaido, Kyushu e Shikoku, representando em conjunto 97% da área terrestre do Japão. A maior parte das ilhas é montanhosa, com muitos vulcões como, por exemplo, o pico mais alto do Japão, o Monte Fuji.

O Japão possui a nona maior população do mundo, com cerca de 128 milhões de habitantes. A Região Metropolitana de Tóquio, que inclui a capital Tóquio e várias prefeituras adjacentes, é a maior área metropolitana do mundo, com mais de 30 milhões de habitantes.

Pesquisas arqueológicas indicam que pessoas já viviam nas ilhas do Japão no período Paleolítico Superior. A primeira menção escrita do Japão começa com uma breve aparição em textos históricos chineses do século I. A influência do resto do mundo seguida por longos períodos de isolamento tem caracterizado a história do país. Desde a sua constituição em 1947, o Japão se manteve como uma monarquia constitucional unitária com um imperador e um parlamento eleito, a Dieta.

Uma grande potência econômica, o Japão possui a segunda maior economia do mundo em PIB nominal e a terceira maior em poder de compra. É também o quarto maior exportador e o sexto maior importador do mundo, além de ser o único país asiático membro do G8. O país mantém uma força de segurança moderna e ampla que é utilizada para auto-defesa e para funções de manutenção da paz. O Japão possui um padrão de vida muito alto (10º maior IDH), com a maior expectativa de vida do mundo (de acordo com estimativas da ONU e da OMS) e a terceira menor taxa de mortalidade infantil.

Fonte: Colônia Brasil / Wikipédia

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7 de Dezembro – Dia de Pearl Harbor – Pearl Harbor Remembrance Day

O ataque a Pearl Harbor foi uma operação aeronaval de ataque à base norte-americana de Pearl Harbor, efetuada pela Marinha Imperial Japonesa na manhã de 7 de dezembro de 1941.

O ataque em Pearl Harbor, na ilha de Oahu, Havaí, foi executado sem prévio aviso contra a frota do Pacífico da Marinha dos Estados Unidos da América e as suas forças de defesas, o corpo aéreo do Exército estado-unidense e a força aérea da Marinha.

O ataque danificou ou destruiu 11 navios e 188 aviões e matou 2403 militares estado-unidenses e 68 civis. Contudo, os três porta-aviões da frota do Pacífico não se encontravam no porto, pelo que não foram danificados, tal como os depósitos de combustível e outras instalações. Utilizando estes recursos a Marinha foi capaz de, em seis meses a um ano, reconstruir a frota.

O ataque marcou a entrada dos EUA na Segunda Guerra Mundial e o início da Guerra do Pacífico.

Pearl Harbor Remembrance Day, which is annually on December 7, commemorates the attack on Pearl Harbor, in Hawaii, during World War II. Many American service men and women lost their lives or were injured on December 7, 1941. Pearl Harbor Remembrance Day is also referred to as  Pearl Harbor Day.

Reference: Time and date / Wikipédia

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20 de Agosto – Dia da Etnia Japonesa

A lei número 12.785 institui o Dia da Etnia Japonesa no Rio Grande do Sul. Vivem no Estado cerca de 1.600 cidadãos japoneses e aproximadamente 2.500 descendentes, que contribuem cada vez mais para o desenvolvimento local.

A imigração japonesa no Estado foi iniciada com a vinda de 23 jovens que desembarcaram no porto de Rio Grande, em 1956. Destes, 22 eram técnicos agrícolas que se estabeleceram na terra gaúcha, mostrando a principal vocação dos japoneses, a agricultura.

No Estado, a maior colônia japonesa se encontra na cidade de Ivoti.

Fonte : Assembleia Legislativa RS

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6 de Agosto – Dia de Hiroshima (ou Dia da Paz) – Hiroshima Day

Em memória das vítimas da primeira bomba atômica em Hiroshima, Japão, 1945.

6 de agosto de 1945, 8h15m. O bombardeiro B29 Enola Gay, da Força Aérea Norte-americana, lançava sobre a cidade de Hiroshima a “Litlle Boy“, uma bomba atômica de Urânio-235 com uma potência equivalente a 13 Kilo-Toneladas de TNT, que causaria a morte imediata de cerca de 80 mil pessoas e destruiria cerca de 90% dos edifícios e infraestruturas de uma cidade que a data tinha uma população de cerca de 300.000 mil pessoas.

Depois da destruição de Hiroshima em 1945, muitas doenças surgiram entre os sobreviventes. Uma das vítimas, Sadako Sassaki, tinha dois anos no dia da explosão e começou a sentir os efeitos da bomba atômica aos 12 anos, quando descobriu ter leucemia. Um amigo foi visitá-la e dobrou um pássaro de papel chamado Tsuru (origami). Disse que se uma pessoa dobrar mil Tsurus e fizer seu pedido a cada um deles, seu pedido será atendido. Sadako dobrou 964 Tsurus até 25 de outubro de 1955, quando morreu. Seus amigos dobraram os Tsurus restantes a tempo para seu enterro.

Depois disso formaram um clube para arrecadar dinheiro e construir um monumento. Estudantes de mais de três mil escolas no Japão e de nove outros países contribuíram e, em 5 de maio de 1958, o Monumento da Paz das Crianças foi inaugurado no Parque da Paz, em Hiroshima. Todos os anos, no Dia da Paz, comemorado em 6 de agosto, pessoas do mundo inteiro enviam Tsurus de papel para o Parque da Paz.

Hiroshima Day is observed in many parts of the world with special vigils and peace marches. It is held to commemorate the dropping of the first atomic bomb on the Japanese city of Hiroshima on August 6, 1945.

Fonte: Celebremos a Paz / Paraná Shop / Kids Turn Central

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Published in: on 04/08/2013 at 23:56  Deixe um comentário  
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27 de Julho – Dia do Gatebol

Em São Paulo, 27 de julho é o Dia do Gatebol. Esporte praticado predominantemente por idosos, o gatebol é jogado por mais de 6 milhões de pessoas no Japão. No Brasil, calcula-se que o número de praticantes atinja 15 mil pessoas de ambos os sexos, não se restringindo somente a idosos. Na Grande São Paulo existem cerca de cem clubes e academias de gatebol.

O princípio do jogo consiste em impulsionar a bola com o auxílio de um taco (stick) e fazê-la passar sob três arcos. Há ainda uma estaca final no centro do campo. Os arcos têm 22 cm de largura por 20 cm de altura. Cada jogador ganha um ponto pela passagem de cada gate (trave) e dois pontos batendo no pino central, completando cinco pontos.

O gatebol foi criado em 1947 por Eiji Suzuki, na província de Hokkaido, no norte do Japão. Ao ver o país abalado pela derrota na Segunda Guerra Mundial, Suzuki decidiu criar uma brincadeira divertida para as crianças.

Inspirando-se no críquete, ele criou as regras do gatebol. Com o passar do tempo o gatebol passou a ganhar popularidade entre os idosos e, na década de 80, espalhou-se por todo o Japão e pelo mundo.

No Brasil, o gatebol chegou em 1978. Matsumi Kuroki, durante uma visita ao Japão, conheceu o jogo e trouxe-o para o Brasil. Em 1979, realizou-se a primeira partida em equipe no Brasil, na Associação de Jovens de Fukuhaku. Em 1981 foi realizado o primeiro torneio do esporte no Brasil, promovido pelo Clube de Anciões Hakuju-kai. No ano seguinte foi construído o primeiro campo na cidade de São Paulo e, de lá para cá, o número de adeptos vem crescendo.

Hoje, o gatebol está espalhado por todo Brasil e pode ser visto também em cidades do interior de São Paulo e também, nos Estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Goiás, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Pará.

Fonte: Fundação Japão / Jornal Nippo-Brasil

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Published in: on 25/07/2013 at 01:06  Deixe um comentário  
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18 de Junho – Dia da Imigração Japonesa no Brasil

No dia 26 de julho de 2005, sob a Lei número 11.142, foi instituído o Dia da Imigração Japonesa no Brasil.

Foi em 18 de junho de 1908, que chegou ao porto de Santos o Kasato Maru, navio que trouxe 165 famílias de japoneses. A grande parte destes imigrantes era formada por camponeses de regiões pobres do norte e sul do Japão, que vieram trabalhar nas prósperas fazendas de café do oeste do estado de São Paulo.

No começo do século XX, o Brasil precisava de mão-de-obra estrangeira para as lavouras de café, enquanto o Japão, passava por um período de grande crescimento populacional. A economia nipônica não conseguia gerar os empregos necessários para toda população, então, para suprir as necessidades de ambos os países, foi selado um acordo imigratório entre os governos brasileiro e japonês.

Nos primeiros dez anos da imigração, aproximadamente quinze mil japoneses chegaram ao Brasil. Este número aumentou muito com o início da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Pesquisas indicam que de 1918 até 1940, aproximadamente 160 mil japoneses vieram morar em terras brasileiras. A maioria dos imigrantes preferia o estado de São Paulo, pois nesta região já estavam formados bairros e até mesmo colônias com um grande número de japoneses. Porém, algumas famílias espalharam-se para outros cantos do Brasil como, por exemplo, agricultura no norte do Paraná, produção de borracha na Amazônia, plantações de pimenta no Pará, entre outras.

O começo da imigração foi um período difícil, pois os japoneses se depararam com muitas dificuldades. A língua diferente, os costumes, a religião, o clima, a alimentação e até mesmo o preconceito tornaram-se barreiras à integração dos nipônicos aqui no Brasil. Muitas famílias tentavam retornar ao país de origem, porém, eram impedidas pelos fazendeiros, que as obrigavam a cumprir o contrato de trabalho, que geralmente era desfavorável aos japoneses. Mesmo assim, eles venceram estes problemas e prosperaram. Embora a ideia inicial da maioria fosse retornar para a terra natal, muitos optaram por fazer a vida em solo brasileiro, obtendo grande sucesso.

Durante o período da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os japoneses enfrentaram muitos problemas em território brasileiro. O Brasil entrou no conflito ao lado dos aliados, declarando guerra aos países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão). Durante os anos da guerra a imigração de japoneses para o Brasil foi proibida e vários atos do governo brasileiro prejudicaram os japoneses e seus descendentes. O presidente Getúlio Vargas proibiu o uso da língua japonesa e as manifestações culturais nipônicas foram consideradas atitudes criminosas.

Com o término da Segunda Guerra Mundial, as leis contrárias à imigração japonesas foram canceladas e o fluxo de imigrantes para o Brasil voltou a crescer. Neste período, além das lavouras, muitos japoneses buscavam as grandes cidades para trabalharem na indústria, no comércio e no setor de serviços.

Atualmente, o Brasil é o país com a maior quantidade de japoneses fora do Japão. Plenamente integrados à cultura brasileira, contribuem com o crescimento econômico e desenvolvimento cultural de nosso país. Os japoneses trouxeram, junto com a vontade de trabalhar, sua arte, costumes, língua, crenças e conhecimentos que contribuíram muito para o nosso país. Juntos com portugueses, índios, africanos, italianos, espanhóis, árabes, chineses, alemães e muitos outros povos, os japoneses formam este lindo painel multicultural chamado Brasil.

Fonte: Portoweb / Sua Pesquisa

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