Amuletos de Ano Novo no Japão

Os japoneses são muito supersticiosos e, portanto, é comum ver à venda nos templos durante o Oshougatsu, todos os tipos de talismãs e amuletos, para dar sorte, felicidade e prosperidade no ano novo. Alguns são colocados em frente às portas ou no interior das residências, outros para serem colocados dentro dos carros, na carteira ou até pendurado no celular.

Amuletos da Sorte – Os tamanhos também são variados, desde os minúsculos até os maiores, que podem ser colocados em uma parede, em frente às casas, na varanda ou em cima de um móvel.

Um exemplo de amuleto usado no Oshougatsu é o Shimekazari (Shimenawa), feito de corda trançada ou torcida de palha de arroz, em diversos formatos, tamanhos e decorações artesanais variadas. As dobraduras (origamis) também fazem parte da decoração, como o shide, um papel dobrado em zigue zague, lembrando um leque e o heisoku, um tipo de dobradura com papel washi.

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Outros itens que podem decorar o Shimekazari é o Dadai, uma laranja japonesa amarga, que também significa ao povo japonês, algo como “de geração em geração”. A lagosta, outro item que ilustra o Shimekazari, é um símbolo da velhice (porque o corpo da lagosta está inclinado como o corpo de um homem velho). Os galhos de pinheiro são símbolos de poder e longevidade, porque são verdes o tempo todo e os folhas de samambaia são símbolos de esperança e desejo de ter uma família feliz, passando de geração para geração…

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Os japoneses costumam colocar o Shimenawa em suas varandas ou portas de entrada, como forma de afastar o mal, livrar-se das impurezas, purificar o lar e trazer boa sorte para a família. É comum ver esse amuleto também em Santuários Xintoístas, com o intuito de manter os maus espíritos longe ou em tamanhos menores, feitos especialmente para pendurar no retrovisor da frente do carro.

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Omamoris são amuletos feitos com pedaços de papel onde aparece o nome de uma divindade, normalmente um dos Shichi Fukujin (sete deuses da felicidade) ou uma oração, visando proteção, prosperidade, felicidade ou mesmo a realização de algum desejo. Normalmente este pedaço de papel é dobrado e colocado em pequenos saquinhos vermelhos, gatinhos da sorte ou mesmo amarrados em árvores.

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Kadomatsu é uma decoração típica japonesa para o Ano Novo e significa literalmente “portão de pinheiros”. Geralmente, os japoneses colocam o Kadomatsu em pares, representando masculino e feminino em ambos os lados da porta em frente a casas e empresas. São colocados após o Natal e ficam até o dia 7 de janeiro e o objetivo dele é muito mais do que uma peça decorativa. O bambu representa força e crescimento, enquanto os ramos de pinha simbolizam vida longa. O arranjo é para trazer sorte à casa, acolher os espíritos dos ancestrais ou o Kami da colheita.

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A composição do Kadomatsu é da seguinte forma: A parte principal é composta por três hastes de bambu de tamanhos diferentes, sendo que o do meio é o mais alto, representando o céu, o mais baixo, representa a terra e o de tamanho médio representa a humanidade.

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O Daruma Doll é um  amuleto da sorte japonês e é muito comum ser dado de presente às pessoas próximas. São feitos artesanalmente de papel machê e oco por dentro. É comum ser encontrado na cor vermelho, mas existem Daruma de outras cores também. A região dos olhos é branca, pois quem ganhar o amuleto deve preencher o olho esquerdo ao fazer um desejo e somente pintar o olho direito, caso o desejo seja atendido.

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Eles são um presente comum para novas empresas, políticos durante uma campanha, ou para os alunos antes de um grande teste. Cada um têm um kanji diferente ou caracteres chineses para diferentes ocasiões, mas são frequentemente associados com a frase “nanakorobi yaoki“ 七転び八起き que se traduz “Caia 7 vezes, mas levante 8”.

Isso significa basicamente que nunca devemos desistir, não importa quantas vezes você cai. Você pode comprá-los em qualquer lugar, até em 100Y Shop.

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O Manekineko (招き猫) é com certeza um dos amuletos de sorte mais conhecidos no Japão. São chamados de Gatos da Sorte, da Felicidade e da Fortuna. Geralmente são feitos de cerâmica ou porcelana japonesa e o principal objetivo é atrair sorte e fortuna às vidas das pessoas e aos estabelecimentos comerciais.

Além de ser um ótimo souvenir para dar de presente no Ano Novo, podemos encontrar o Manekineko em tamanhos e cores variadas, na frente das fachadas de empresas, lojas, shoppings, pachinko, etc.

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Uma das principais características do Manekineko é sempre estar sempre sentado e com uma patinha levantada na altura da orelha. Segundo dizem, quando a patinha levantada é a esquerda, significa que é para chamar clientes e fazê-los gastar mais na loja. Se a patinha levantada é a direita, é para atrair sorte e dinheiro.

Pode-se ainda encontrar os gatinhos com as duas patinhas levantadas. Estes, por certo, é o melhor de todos! O Manekineko também pode ser encontrado na forma de cofrinhos, chaveiros, penduricalhos para celular, entre outros objetos.

Fonte: Japão em Foco

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Published in: on 19/12/2016 at 00:55  Deixe um comentário  
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3 de Março – Dia das Meninas no Japão – Hinamatsuri

Pedir saúde, felicidade e sorte para as meninas – esse é o objetivo do Hinamatsuri (Festival das Meninas), também conhecido como Momo no Sekku (Festival do Pêssego, fruto muito ligada ao evento, por sua florada coincidir com a data), comemorado em 3 de março, em todo o Japão.

Esse festival tem origem na fusão dos costumes chinês e japonês do início da primavera, quando era hábito entrar na água para pedir saúde e afastar a má sorte. Os bonecos Odairisama e Ohinasama representam um casal imperial do Período Heian (de 794 a 1192) e são baseados nos Nagashi-binas, bonecos de papel que passaram a substituir as pessoas nesse ritual de entrada nos rios.

No Período Edo (de 1603 a 1867), esses bonecos foram incrementados e passaram a ser confeccionados de pano e barro, incorporando vários utensílios ao cortejo imperail. Dessa forma, jogá-los nos rios passou a ser um desperdício, e criou-se o hábito de expô-los.

Foi nessa ocasião que os bonecos  passaram a ser connsiderados amuletos para a felicidade conjugal, e os utensílios do cortejo, um desejo para que cada menina se torne uma boa esposa.

O cortejo completo é formado por 15 bonecos: casal imperial, 3 serviçais, 5 músicos, 2 conselheiros e 3 guardas imperiais, além de pequenas lanternas e miniaturas de móveis da época. Uma bebida adocicada feita à base de arroz e doces também costumam enfeitar o altar do festival, que geralmente tem como cardápio os pratos típicos japoneses.

Fonte: Arquivo Pessoal

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Published in: on 01/03/2014 at 00:35  Deixe um comentário  
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Miss Japan 2012 – Ayako Hara

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Kanamara Matsuri – Festival da Fertilidade

O Kanamara Matsuri é uma festival Shinto que celebra a fertilidade e que se realiza anualmente em Kawasaki, no primeiro domingo de Abril. O tema principal do festival é o pênis, que está presente em todo o lado: ilustrações, doces, esculturas, decoração, procissões, etc…

O Kanamara Matsuri é centrado em volta do templo local de veneração ao pênis, muito popular em tempos antigos entre as prostitutas, que rezavam por proteção contra as doenças sexualmente transmissíveis. Também se acredita que o falo confere proteção divina à prosperidade para os negócios, casamento e harmonia do casal, etc…

Atualmente o festival também serve para angariar fundos para a investigação do HIV. Existe também a lenda que um demônio se escondeu dentro de uma jovem rapariga e castrou dois jovens na noite dos seus casamentos até que um ferreiro construiu um pênis de ferro que foi utilizado para partir os dentes do demônio, o que conferiu poderes divinos ao pênis.

Centenas de pessoas passam pelo festival e muitos estrangeiros curiosos vão dar uma espiadinha. Também tem várias lembrancinhas, pirulitos e tudo que se possa imaginar em forma de pênis.

Tudo começou na Era Edo (1604-1868), em que as prostitutas que faziam orações, pedindo prosperidade nos negócios e proteção das doenças sexualmente transmissíveis. Com o tempo, a celebração passou a atrair também visitantes que rezavam por filhos saudáveis e harmonia no casamento. O festival é realizado desde o século 17.

Ficou famoso na década de 70, quando uma boate gay doou um andor com um pênis gigante cor-de-rosa, que virou ícone do evento. No templo, há vários totens xintoístas em forma de pênis, esculpidos em pedra, ferro e madeira. É ali que as mulheres colocam plaquinhas de agradecimentos por terem os pedidos atendidos ou placas com desejos, como ter filhos ou uma gravidez tranquila.

Fonte: Otakupt / Japão em Foco

Published in: on 07/08/2012 at 22:38  Deixe um comentário  
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Japão inaugura torre mais alta do mundo – a Tokyo Skytree

A Tokyo Skytree, nova torre mais alta do mundo, com 634 metros, foi aberta ao público nesta terça-feira (22/05/2012), na capital japonesa.

O Guinness World Records, como é conhecido o livro dos recordes, reconheceu a Tokyo Skytree como a torre mais alta do mundo, batendo a Canton Tower, na China, que tem 600 metros de altura.

No entanto, a estrutura mais alta do mundo é o edifício Burj Khalifa, em Dubai, que tem 828 metros de altura. A categoria é diferente por se tratar de um arranha-céu, não de uma torre.

A Tokyo Skytree será usada como torre de transmissão para televisão e rádio, além de funcionar como atração turística.

Fonte: G1

Published in: on 23/05/2012 at 00:01  Deixe um comentário  
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Gueixa

O fascínio pela gueixa no Ocidente começou através de artigos de jornais e da arte, do teatro e da literatura a partir da segunda metade do século XIX, quando o Japão passou a abrir seus portos às potências ocidentais, terminando um isolamento comercial e cultural que durou mais de 200 anos. Relatos de viajantes e correspondentes publicados em jornais de um Japão tão diferente e exótico eram lidos com grande curiosidade.

Em 1904, o compositor italiano Giacomo Puccini criou a ópera “Madame Butterfly”. Inspirada num caso verídico, a ópera conta a trágica história de uma gueixa, Cho-cho (“borboleta” em japonês), que se apaixona por Pinkerton, oficial americano em missão no Japão. Acreditando ser esposa de Pinkerton, ela tem um filho mestiço e passa a sofrer o preconceito dos japoneses. Ele é chamado de volta aos Estados Unidos, e acreditando nos democráticos valores com que seu amado descrevia o Ocidente, Cho-cho aguarda seu regresso ao Japão na esperança de ir viver com ele e seu filho na América. Mas Pinkerton volta casado com uma americana e deixa Cho-cho, que acaba se matando. Até hoje extremamente popular, “Madame Butterfly” não apenas tornou Cho-cho a gueixa ficcional mais famosa do mundo, como também serviu de inspiração para filmes e outra peça de sucesso 80 anos depois: o musical “Miss Saigon”.

A ficção e diferenças culturais fizeram com que a ideia que o Ocidente tem das gueixas seja distorcida, pouco correspondendo com a realidade. Muitos, principalmente os incultos, acham que uma gueixa nada mais é do que uma exótica prostituta de luxo – algo que choca os japoneses, que as consideram refinadas guardiãs das artes tradicionais. Para os japoneses, achar ou tratar uma gueixa como se ela fosse uma mera garota de programa é uma atitude que revela não só falta de critério, mas de cultura e “berço” de quem assim age. Na sociedade japonesa, a gueixa é objeto de admiração e respeito. Elas dão status aos lugares que vão e às pessoas com quem se relacionam.

Para muitos, o fascínio pelas gueixas começa através da mídia ou da ficção. Gueixas são um deleite para os olhos, como uma obra de arte viva. O que mais chama a atenção nas gueixas, entretanto, é a beleza de seus gestos e seu modo de falar. Cada movimento delas é estudado para ser estético e parecer delicado. Um dos talentos de uma gueixa é transformar o trivial em arte.

Como artista, a gueixa tem a obrigatoriedade de ser versada em música, dança, canto e literatura. Elas dedicam enorme tempo ao estudo e treinamento em artes, passando a ser valorizadas e remuneradas como entertainers. Diferentemente das prostitutas, as gueixas podem se recusar a ter sexo com o cliente. Tocar, cantar, dançar e contar histórias para entreter os comensais num banquete – essa é a principal atividade exercida pelas gueixas. Sentar-se à mesa e fazer companhia para os homens. Educadas e cultas, as gueixas tornam a conversação mais agradável e o tempo flui mais rápido. Com as gueixas, os clientes conseguem um tipo de relacionamento que não conseguem ter com suas esposas, ou mesmo com as prostitutas. E nem sempre os homens que vão aos banquetes/festas/reuniões querem fazer sexo depois de comer. Muitos querem apenas distrair-se, ou quando muito flertar – esse é o público das gueixas. Elas vêm desempenhando o papel de anfitriãs, servindo bebidas e conversando com as pessoas, além de dançar, cantar, contar histórias e fazer jogos de salão.

O período do governo de ocupação americano (1945 – 1952) trouxe uma série de novos desafios para a gueixa. A derrota na guerra causou, além da falência das instituições, a falência de boa parte dos clientes das gueixas. Uma nova clientela teve de ser conquistada, e elas procuraram os oficiais americanos. O problema maior ocorreu entre os soldados e militares de baixa patente. Ao saber que gueixas compareciam às recepções e jantares dos oficiais, sem presenciar ou entender o que as gueixas exatamente faziam em tais ocasiões, soldados americanos passaram a achar que “gueixa” significava “prostituta” em japonês, e quando saíam à procura de mulheres – que nada mais eram que moças comuns famintas tentando sobreviver no caos do pós-guerra – perguntavam se elas eram uma “guíxa” (a pronúncia que usavam para “geisha“). Como normalmente a resposta era um aceno afirmativo com a cabeça, os soldados passaram a acreditar que as garotas que arranjavam eram “guíxas”, e com isso tornou-se popular no Ocidente a ideia de que gueixas eram simples prostitutas com aparência exótica. A atividade da gueixa quase se extinguiu neste período difícil, mas sobreviveu. Sua imagem, entretanto, foi manchada pelo choque cultural.

Cultivando tradições, a gueixa se permitiu algumas modernidades, como falar inglês e entreter estrangeiros. E para desfazer a equivocada imagem que o Ocidente tinha das gueixas, o governo passou a chamá-las para ciceronear e entreter personalidades estrangeiras em visitas oficiais ao Japão, como a Rainha Elizabeth II e o Príncipe Charles da Inglaterra, o Rei Hussein e a Rainha Aliya da Jordânia e o Presidente Gerald Ford – o primeiro presidente americano a visitar o Japão após a 2ª Guerra.

Ser uma gueixa é mais do que uma mera profissão. É um estilo de vida que exige total e absoluta dedicação. É aceitar acima de tudo que será uma vida de servidão, mas que eventualmente terá grandes recompensas. Karyukai, “o mundo da flor e do salgueiro”, é o nome que se dá ao mundo das gueixas. Cada gueixa é como uma flor e um salgueiro ao mesmo tempo: bela em seu próprio modo de ser como uma flor, graciosa, flexível, mas forte como um salgueiro.

Gueixas podem se casar, mas ao se casar deixam de ser gueixas. Para uma mulher criada para dançar, tocar música, e acostumada a um estilo de vida de festas e quimonos caros, o papel de esposa confinada em casa é difícil de assimilar. Por isso, ao invés do casamento, muitas gueixas preferem permanecer solteiras ou arranjar um bom e rico danna. Danna em japonês significa “patrono”, mas no meio das gueixas designa um cliente que decide assumir uma gueixa como amante exclusiva. Normalmente os clientes de gueixas costumam ser bem mais velhos que elas – na meia-idade ou já na terceira idade, pois é em tal faixa etária que os homens alcançam o sucesso pessoal e financeiro. Ter um danna é o ideal de uma gueixa.

A atividade das gueixas sempre refletiu o grau de prosperidade econômica do próprio Japão. Quando os negócios vão bem, os clientes são numerosos e generosos. Quando há recessão, as agendas se esvaziam e gueixas se aposentam. Desde o fim da 2ª Guerra, o Japão foi reconstruído à imagem dos Estados Unidos. Tal influência propiciou rápido crescimento econômico e mudou de súbito valores e hábitos na sociedade japonesa. Hoje, com oportunidades mais justas, homens e mulheres disputam os mesmos espaços e cargos, e procuram mais a parceria que a subordinação. Tais fatores, embora positivos, reduziram o apelo que a gueixa tinha.

Impulsionado pela tecnologia da internet e da telefonia móvel, o sexo no Japão virou um produto fácil, barato e oferecido em larga escala. Na internet, além das modalidades mais corriqueiras de prostitutas, há outras que oferecem até donas de casa, “office ladies” e falsas gueixas: há de todos os fetiches para todos os gostos. Com tanta oferta no mercado do sexo, não faz sentido para os homens, principalmente os jovens, pagar uma fortuna para ter a companhia de uma gueixa e não ir automaticamente para a cama com ela. O menosprezo pela tradição também faz com que a gueixa lhes seja incompreensível e fora de moda. Os nostálgicos costumam criticar a “ocidentalização” excessiva de valores, que transforma tudo em mero comércio, e lamentam a perda da sensibilidade dos jovens para a sedução discreta e o refinamento da gueixa. Os japoneses entendem que mesmo para se deixar entreter por uma gueixa e apreciá-la, requer um certo grau de cultura do próprio cliente. A gueixa não é para qualquer um.

Talvez esteja neste ponto o valor da gueixa, e o que a fará  sobreviver: a raridade, a exclusividade, e a personificação daquilo que há de belo na alma do Japão. Ao longo dos séculos, as gueixas sobreviveram às mudanças de governos e às guerras graças à dedicação de maikos e geikos determinadas, e à capacidade de se adaptarem a mudanças sem perder sua identidade. Dizer que elas estão ultrapassadas é um exagero. As gueixas continuam sendo um parâmetro de talento, elegância, beleza e caráter feminino na sociedade japonesa – senão não haveria tantas imitadoras. Considere-se que mesmo no meio artístico atual, as cantoras do popular estilo enka procuram adotar o visual e os modos elegantes das gueixas. Dificuldades existem, mas certamente há futuro para a tradição da gueixa.

Fonte: Cultura Japonesa, por Cristiane Sato

 

Published in: on 22/03/2012 at 11:33  Deixe um comentário  
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Spray Refrescante Vira Moda no Japão

Vale qualquer coisa para sobreviver ao verão japonês. Entre ventiladores, praias e piscinas, o país recorre a outro curioso produto para fugir do calor e buscar uma sensação refrescante: sprays especiais, capazes de produzir substâncias que geram, ao menos por um instante, uma sensação de baixa temperatura.

Custando cerca de R$ 30, o Hokkyoku Monogatari libera um jato azul que pode ser modelado em pulseiras, colares ou tiras de um material que refresca a pele por bastante tempo. Já o Ice Spark dispara uma substância de até -9 °C, que dura por menos tempo, mas resfria o corpo de maneira mais eficiente.

Ambos os produtos não são novidades no mercado, mas só agora parecem ter atingido de vez a população. Por enquanto só importando de sites japoneses para saber qual a sensação provocada por esses materiais.

Fonte: IPC Digital

Published in: on 24/07/2011 at 19:54  Deixe um comentário  
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Média de suicídio no Japão é de 1 a cada 15 minutos

O Japão está acostumado a brilhar nos rankings quando o assunto é tecnologia, modernidade, fashion, economia ou segurança. Mas quando se fala em índice de suicídio, o país assume uma posição vergonhosa, que vem subindo a cada ano.

Somente no ano de 2006, 32.115 pessoas tiraram as suas próprias vidas, o que equivale a 25 para cada 100.000 pessoas. A cada dia, em média, 100 pessoas se suicidam neste país, ou 1 a cada 15 minutos.

O índice de suicídio entre homens é maior no horário de manhã, aproximadamente às 5 horas. As mulheres têm um comportamento diferente, com predominância na parte da tarde, depois que a família deixa a casa para ir para o trabalho ou à escola.

Especialistas estimam que os motivos de suicídio entre os jovens sejam as intimidações nas escolas (ijime) e os pactos feitos na internet (netto shinju). Eles estão preocupados com o índice de suicídios no Japão, que saltou de 24.391 casos em 1998, para mais de 32 mil em 2006, que representa um aumento de 35% em apenas 10 anos.

Outro fator que preocupa são os suicídios coletivos anunciados ou combinados através da internet. Em 2003, o Japão presenciou o primeiro caso, quando três jovens foram encontrados dentro de um carro van. Depois deste caso, passou a ser comum este tipo de suicídio em grupo. No ano passado, a polícia conseguiu impedir 72 tentativas de suicídio anunciadas através da internet.

Um órgão de assistência e ajuda às pessoas que pensam em tirar a própria vida, recebe aproximadamente 720 mil ligações por ano, nas suas 49 unidades espalhadas pelo Japão. Um dos diretores deste centro lamenta que o Japão não tenha feito praticamente nada para impedir o suicídio de dezenas de milhares de pessoas.

Fonte: IPC Digital

Published in: on 05/06/2011 at 19:26  Deixe um comentário  
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A Lenda do Kirisuto Matsuri – Cristo Morreu no Japão

Os defensores da lenda de que Cristo (Kirisuto) morreu no Japão proclamaram a descoberta do túmulo dele em Shingo, na província de Aomori, nos anos de 1930. Neste local, a associação de turismo da cidade realiza um festival de bon odori (dança foclórica japonesa), sem caráter religioso, há mais de 40 anos.

O povoado de Shingo fica numa região montanhosa recoberta de bosques, arrozais e plantações de macieiras, a seis horas de carro de Tóquio. Conhecida por seu sorvete de alho, Shingo não parece um local provável para ser sede do descanso eterno do messias cristão.

Na versão bíblica, Jesus Cristo foi crucificado no Calvário e, três dias depois, renasceu dos mortos para redimir a humanidade de seus pecados. Segundo a lenda vigente em Shingo, quem morreu na cruz foi seu irmão Isukuri. Cristo teria escapado dos romanos, atravessado a Ásia a pé, carregando a orelha decepada de seu irmão e um cacho dos cabelos da Virgem Maria e passado o resto de sua vida no exílio, nesta região nevada e isolada do norte do Japão.

Teria se casado com uma japonesa chamada Miyuko, se tornado pai de três filhas e morrido aos 106 anos. Duas cruzes de madeira no povoado marcam os túmulos dos irmãos da Galiléia, e um museu procura provar que o homem que conhecemos como Jesus era chamado na região de Daitenku Taro Jurai, um plantador de alho.

Pode ser difícil imaginar que um homem calçando sandálias tenha conseguido sair do Oriente Médio e atravessar a Sibéria, passando por Vladivostok, para chegar a esse cantinho do mundo, mas os moradores de Shingo dizem que Cristo já tinha prática de longas caminhadas.

Uma placa ao lado do túmulo diz: “Quando Cristo tinha 21 anos, Ele veio ao Japão para passar 12 anos em busca de conhecimentos de divindade”. Após mais de uma década de estudos em algum lugar perto do monte Fuji, fluente no japonês, Ele teria retornado à Judéia, aos 33 anos. Ali, porém, seus ensinamentos teriam sido rejeitados, e ele teria sido preso. Seu irmão teria tomado seu lugar na cruz, e Daitenku teria iniciado a caminhada de 16 mil quilômetros de volta à terra onde estudara.

Os argumentos em favor do Jesus japonês são apresentados no museu de Shingo, enriquecidos pelos mitos locais. O museu diz que o nome antigo do povoado, Herai, soa mais hebraico do que japonês e observa semelhanças entre a cultura local e as canções e línguas do Oriente Médio, incluindo o caso de um mantra que é entoado há gerações em Shingo e que, segundo o museu, não tem semelhança com a língua japonesa e talvez seja uma antiga charada hebraico-egípcia.

Moradores de Shingo dizem que os bebês recém-nascidos costumavam ser envoltos em roupas bordadas com a estrela de Davi.

Os documentos, que teriam sido escritos em japonês arcaico, foram descobertos em mãos de um sacerdote xintoísta perto de Tóquio, em 1935, e foram saudados como o último testamento de Cristo, ditado quando ele estava às portas da morte, no povoado. Os originais foram destruídos durante a guerra, mas uma cópia do pergaminho pode ser vista dentro de um armário de vidro no museu, para onde foi levada por um historiador nacionalista japonês.

Fonte: Folha Mundo / David McNeill (Independent)

Published in: on 12/04/2011 at 15:27  Comments (3)  
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Karoshi – Morte por Excesso de Trabalho

O estresse devido ao excesso de trabalho, que pode levar à morte qualquer cidadão, em qualquer lugar do mundo, tem no Japão um nome próprio, karoshi (palavra formada por karoo, que significa “estafa” ou “esgotamento por excesso de trabalho” e shi, que é “morte”).

Após a Segunda Guerra, o esforço para a reconstrução do Japão contou com a forte disposição de seu povo pelo trabalho e as oportunidades para a industrialização do país foram abraçadas por todos, empresários, governo e trabalhadores. Neste período, os chamados “três tesouros do gerenciamento” de recursos humanos ajudaram as empresas a crescer, com o esforço maciço dos empregados. A garantia do emprego vitalício, a promoção por tempo de serviço e a criação de sindicatos que vieram a garantir os direitos dos trabalhadores foram os três ítens que fizeram com que o empregado se dedicasse totalmente à sua empresa, pois não temia ser dispensado, seria promovido quanto mais tempo estivesse na empresa e não sofreria redução de salários.

Com todas essas facilidades, as empresas esperavam que seus empregados não se preocupassem com mais nada, a não ser com o trabalho. E todos passaram a trabalhar arduamente, o que continuou mesmo depois de todo o crescimento econômico. Mesmo sem o pagamento de horas-extras, ninguém deixava de trabalhar após o expediente e nos finais de semana. Nenhum trabalhador sentia-se à vontade para ser o primeiro a deixar a empresa, ao final do expediente.

Com o estouro da “bolha” econômica, aumentou a pressão sobre os salary-man, nome dado aos trabalhadores de “colarinho branco”, que passaram a trabalhar em ritmo muito mais acelerado, temendo perder seus empregos e lutando pela permanência das empresas no mercado. Estas, por sua vez, tentando manter-se, adotaram a tendência mundial do downsizing, cortando unidades e consequentemente empregos.

Os trabalhadores em meio de carreira passaram a ser os mais atingidos pela perda do emprego e a falha em suas vidas, perante a família e amigos. As situações de estresse aumentaram substancialmente os índices de morte entre os trabalhadores e na metade dos anos 90 surgiu um novo tipo de karoshi, o suicídio desencadeado pelo excesso de trabalho, ou karojisatsu.

Este é um fenômeno que atinge os japoneses trabalhadores na faixa dos 40 a 55 anos e cresce a cada ano, sendo um desafio enorme para o governo. O suicídio do salary-man, no ápice de sua produtividade, choca familiares e amigos, pois não existem sinais aparentes do que pode ocorrer. E o método de suicídio mais comum é o tobikomi, que é atirar-se da plataforma na frente do trem que se aproxima, principalmente nas horas de rush.

A frase “trabalhar não mata ninguém” perdeu completamente o sentido em nossos tempos. O Karoshi se caracteriza por quadro clinico ligado ao stress ocupacional que é levado ao extremo, culminando em morte súbita, causada por ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral (derrame).

No nosso país as estatísticas mostram que estamos longe do Japão somente na distância. Segundo dados da ISMA (International Stress Management Association-BR), 80% dos brasileiros economicamente ativos sofrem com a sobrecarga profissional e com seus excessos. E em pesquisa feita com executivos e gerente de vários países mostra que no Brasil a média de horas trabalhadas por semana é superior a 49, uma das mais altas do mundo, 20% mais que os europeus e 15% mais que os americanos.

Fonte: Blog do Helio Ciffoni / Controle do Stress Blogspot

Published in: on 09/01/2011 at 18:08  Deixe um comentário  
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