7 de Março – Dia do Fuzileiro Naval

A Brigada Real da Marinha foi a origem do Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil. Criada em Portugal em 28 de agosto de 1797, por Alvará da rainha D. Maria I, chegou ao Rio de Janeiro, em 7 de março de 1808, acompanhando a família real portuguesa que transmigrava para o Brasil, resguardando-se das ameaças dos exércitos invasores de Napoleão.

Os Fuzileiros Navais são uma força integrante da Marinha do Brasil, responsável pela segurança de assuntos que dizem respeito aos interesses navais do País. Prontos para entrar em ação em terra ou na água, também são chamados de “Anfíbios”.

Mesmo um país pacífico como o Brasil precisa de uma tropa capaz de agir com rapidez diante de qualquer emergência. Principalmente se pensarmos na extensão de nosso litoral e nas nossas grandes redes hidrográficas. Aí entra a competência dos Fuzileiros Navais.

Ao longo da história, a participação de soldados-marinheiros pontuou vários episódios, como as batalhas pela Independência da República, as campanhas do Prata e na Segunda Guerra Mundial.
Em 1965, junto com o nosso exército, compondo o FAIBRAS, conseguiram de forma heróica, pacificar a República Dominicana que estava envolto em guerra civil.

Nos conflitos mais recentes, os Fuzileiros Navais foram designados como Observadores Militares das Organizações das Nações Unidas (ONU) em El Salvador, Moçambique, Honduras, Bósnia, Ruanda, Peru e Equador. Participaram também da Força de Paz em Angola.

Ser Fuzileiro Naval requer resistência física. São realizados muitos treinamentos rigorosos e o desempenho nas atividades conta como ponto para a ascensão na carreira. A conduta dos oficiais e dos praças também é observada para critérios de promoção e de participação em cursos e especializações, por exemplo. Isto exige dos Fuzileiros um bom histórico profissional e moral.

Lema: “Ad sumus”. Esta expressão latina significa muito mais do que seu sentido literal, “estamos presentes”. A mensagem é estar sempre a postos, preparados para defender a segurança, o patrimônio e a integridade da Nação.

Para se tornar um Fuzileiro Naval, pode-se optar pela carreira oficial ou de praça. Entrar no Corpo de Praças de Fuzileiros Navais requer um concurso com exames de saúde, suficiência física e escolaridade, que inclui conteúdos até a 8ª série, além de testes psicológicos e outras exigências.

Já os Oficiais Fuzileiros Navais compreendem três quadros: Quadro de Oficiais Fuzileiros Navais (FN), Quadro Complementar de Oficiais Fuzileiros Navais (QC-FN) e Quadro Auxiliar de Fuzileiros Navais(A-FN).

Fazem parte do quadro Oficial os Fuzileiros Navais que vem da Escola Naval e passam em concurso público. O quadro Complementar é composto por Oficiais com nível universitário. O quadro Auxiliar pode ser preenchido por Oficiais do Corpo de Praças de Fuzileiros Navais, que são transferidos através de concurso interno.

Fonte: Velhos Amigos

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13 de Dezembro – Dia do Marinheiro

O Dia do Marinheiro é celebrado no dia 13 de dezembro, data de nascimento do Almirante Joaquim Marques Lisboa, Marquês de Tamandaré, patrono da Marinha do Brasil. A data foi instituída, pelo aviso 3.322 do Ministro da Marinha, em 04 de setembro de 1925, em reconhecimento aos grandes serviços prestados pelo almirante ao povo e à pátria.

O Marquês de Tamandaré deixou registrada sua homenagem à Marinha, em testamento. Seu derradeiro desejo foi que sobre a pedra que cobriria sua sepultura fosse gravado “Aqui jaz o velho marinheiro”.

O almirante nasceu na cidade de Rio Grande, no Estado do Rio Grande do Sul, no dia 13 de dezembro de 1807. Filho do patrão-mor do porto da cidade, o Marquês de Tamandaré descobriu sua vocação para o mar aos 15 anos de idade. Foi aceito na Marinha, como voluntário, embarcando pela primeira vez na Fragata “Niterói”. Iniciava ali uma brilhante carreira na Marinha. Seu prestígio foi fruto de suas participações em quase todas as guerras de seu tempo defendendo os interesses do país.

Morreu no dia 20 de março de 1897, na cidade do Rio de Janeiro. Em 2003, entrou para o Livro dos Heróis da Pátria, honraria que lhe foi concedida por iniciativa do Congresso Nacional.

Fonte: Porto Gente

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Published in: on 12/12/2013 at 02:10  Deixe um comentário  
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21 de Julho – Dia dos Mortos da Marinha

A Marinha Brasileira celebra no dia 21 de julho o Dia dos Mortos da Marinha, em homenagem à memória dos que morreram no mar, durante a 2ª Guerra Mundial.

O Brasil perdeu três navios de guerra e 454 homens. A Marinha Mercante Brasileira perdeu 975 homens em 31 afundamentos de navios na costa brasileira. Marinha e ex-combatentes homenageiam os que tiveram o mar por sepultura, para que as futuras gerações lembrem os mortos no cumprimento do dever.

Fonte: Comando do Primeiro Distrito Naval / AN Capital

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Published in: on 19/07/2013 at 00:00  Deixe um comentário  
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17 de Julho – Dia do Submarinista

No dia 17 de julho comemora-se o “Dia do Submarinista” e, em 2013, serão celebrados os 99 anos do Comando da Força de Submarinos (ComForS) da Marinha do Brasil .  A data faz referência ao dia em que os três primeiros submarinos usados no Brasil entraram em funcionamento (17 de julho de 1914). Chamados de F1, F3 e F5, eles foram construídos no estaleiro da Fiat, em Torino, na Itália, e entregues a autoridades brasileiras entre 1913 e 1914, como parte do Programa de Construção Naval criado pelo Ministério da Marinha. A “Flotilha de Submersíveis” ficou em atividade por vinte anos, e foi usada principalmente no treinamento das tripulações.

Submarinista é o termo que designa os tripulantes de um submarino militar ou pessoas capacitadas a exercer atividades nas profundezas dos mares, tais como patrulhas e exercícios militares. No Brasil, os submarinistas são formados pela Marinha do Brasil, no Centro de Instrução e Adestramento Almirante Áttila Monteiro Aché  – CIAMA.

O Almirante-de-Esquadra Áttila Monteiro Aché nasceu a 11 de julho de 1888, na cidade do Rio de Janeiro. Oficial portador de valiosos predicados, prestou mais de cinquenta anos de efetivo serviço na Marinha, dos quais cerca de trinta embarcado, sendo mais de quinze em submarinos. Assumiu o Comando da Flotilha de Submarinos em 22 de janeiro de 1941, vindo a exercer o mais longo comando da história daquela tradicional Força Naval (até 31 de agosto de 1945). Naquele período, foi concretizado um antigo sonho dos submarinistas: a construção da Base da Flotilha de Submarinos na Ilha de Mocanguê Grande, em Niterói/RJ.

As origens do CIAMA remotam à antiga Escola de Submersíveis que, embora não fosse uma organização autônoma, iniciou suas atividades em 1915, ano em que foi formada a primeira turma de oficiais submarinistas. O CIAMA, como organização militar da estrutura organizacional da Marinha do Brasil, teve sua origem na Escola de Submarinos, formalmente criada em 23 de outubro de 1963 e extinta em 31 de julho de 1973, ano em que foi criado o Centro de Instrução e Adestramento de Submarinos e Mergulho (CIASM). Sua denominação foi alterada em 22 de maio de 1978 para Centro de Instrução e Adestramento Almirante Áttila Monteiro Aché. O CIAMA tem o propósito de capacitar pessoal para o exercício de cargos e funções relacionadas com as atividades de submarinos, mergulho e operações especiais.

Fonte: SAEIsubmarinista

7 de Julho – Dia do Ingresso da Mulher nas Fileiras da Marinha Mercante Brasileira

No dia 7 de julho a Marinha do Brasil comemora o aniversário do ingresso da mulher nas carreiras de Praças e Oficiais. A decisão pioneira foi tomada pelo então Ministro da Marinha, Almirante-de-Esquadra Maximiniano Eduardo da Silva, por intermédio da Lei número 6807/80.

Um dos motivos que levaram à seleção da primeira turma de oficiais, em 1981, foi a necessidade de suprir, com mão-de-obra especializada, o então recém-inaugurado Hospital Naval Marcílio Dias. O começo foi com a criação do Corpo Auxiliar Feminino da Reserva da Marinha (CAFRM).

Somente na segunda metade dos anos 1990, após dez anos da criação do CAFRM, a Marinha Brasileira, a exemplo de outras Marinhas mundiais, assimilou a presença de mulheres militares em seus Corpos e Quadros de carreira, não visualizando mais a necessidade de uma carreira destinada somente ao gênero feminino.

Inicialmente a primeira turma de mulheres teve seu primeiro treinamento profissional-militar com militares da própria Marinha Brasileira, com o apoio de policiais militares femininos de São Paulo. Somente a partir da quinta turma é que o treinamento passou a ser unificado com os homens.

O uniforme também passou por mudanças, sendo o primeiro uniforme especialmente formulado para as primeiras integrantes do CAFRM, tinha cor distinta dos uniformes masculinos, azul claro e atentando para o detalhe dos brincos serem padronizados. Os sapatos foram inspirados nos das policiais militares de São Paulo, de cadarço para dar estabilidade nos deslocamentos de marcha.

Fonte: Mulheres a Bordo

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Published in: on 03/07/2013 at 00:57  Deixe um comentário  
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11 de Junho – Dia da Marinha do Brasil

Talvez poucas pessoas conheçam o significado e a importância do dia 11 de junho para o Brasil. É nesse dia que se comemora o Dia da Marinha do Brasil, em alusão à Batalha Naval do Riachuelo.

Voltemos à manhã do dia 11 de junho de 1865. Os navios das duas divisões navais – fragata Amazonas; corvetas Beberibe e Jequitinhonha; e canhoneiras Araguari, Belmonte, Iguatemi, Ipiranga, Mearim e Parnaíba – que sob o comando do chefe-de-divisão Almirante Barroso haviam participado da retomada de Corrientes, à margem esquerda do Rio Paraná, encontravam-se fundeados algumas milhas rio abaixo, e cerca das 9h ouve-se o brado de um dos nossos vigias.

– Inimigo à vista!

Almirante Barroso ordena, de imediato, que os navios suspendam e, ao mesmo tempo, iça o seu primeiro sinal:

– Preparar para o combate!

Logo em seguida, dissemina o segundo sinal.

– O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever.

Teve início a batalha, a luta foi intensa e muitos brasileiros dedicaram suas vidas naquela manhã, em cumprimento do dever.

A Marinha do Brasil é o exemplo daquilo de bom e profissional que o país possui. Prossegue contribuindo com o desenvolvimento científico-tecnológico do país, executando o Programa Antártico, ministrando o Ensino Profissional Marítimo, cuidando da segurança da navegação, atuando nas operações de busca e salvamento, em missões de paz no Exterior, garantindo a soberania nacional nos mares, sobretudo incluindo socialmente milhares de brasileiros, sejam dos mais distantes e diversos rincões, dos pampas gaúchos e do extremo Oeste de Santa Catarina ao extremo Norte do Brasil.

Fonte: Centro de Comunicação Social da Marinha

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15 de Maio – Dia do Armamentista

Ao longo dos anos, a Marinha do Brasil vem modernizando os seus meios e, com estes, novos sistemas de armas foram concebidos, impondo um constante desafio àqueles que labutam nas lides do armamento naval.

A prontidão do Armamento traduz a essência do poder de uma Força Naval e retrata o grau de profissionalismo dos seus marinheiros. É por isso que reverenciamos os militares que mantêm e operam centenas de equipamentos e sistemas de armas, a bordo e nas organizações de apoio, com o propósito de garantir que estejam em condições de pronto emprego.

A data escolhida para comemoração do Dia do Armamentista é uma justa homenagem ao CMG Henrique Antônio Baptista, cultuado como o patrono da Artilharia de nossa Marinha.

No dia 15 de maio de 1824 nascia o Comandante Baptista. Ingressou na Marinha aos dezesseis anos, permanecendo no serviço ativo durante trinta e seis anos, até ser reformado no posto de Capitão-de-Mar-e-Guerra, por motivo de saúde.

Comandante Baptista desenvolveu brilhante e exemplar carreira. Revelou-se extremamente competente, inteligente, devotado, idealista, criativo e bravo, participando ativamente dos serviços que levaram à atualização acelerada e ao desenvolvimento de nossa Artilharia Naval.

Foi o primeiro Diretor de Artilharia do Arsenal de Guerra, função que exerceu com raro brilho e grandes resultados para a Marinha por cerca de 18 anos, quando foi reformado por deficiência aguda de visão. Continuou a servir à Pátria por mais treze anos, na qualidade de Diretor de Artilharia, contando, desta forma, cerca de cinquenta anos de dedicação exclusiva à Marinha.

Destacou-se tanto na área operativa quanto na área técnica do armamento. Comandou oito navios e a então Força Naval da Província de Mato Grosso.

Fonte: Marinha do Brasil

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