26 de Fevereiro – Nascimento de Victor Hugo

Victor Hugo, autor de “Os miseráveis” e “O Corcunda de Notre Dame”, entre outros, era filho de Joseph Hugo e de Sophie Trébuchet. Nasceu em Besançon, a 26 de fevereiro de 1802, mas passou a infância em Paris.

Em 1819 fundou, com os seus irmãos, uma revista, o “Conservateur Littéraire” (Conservador Literário) e no mesmo ano ganhou o concurso da Académie des Jeux Floraux, instituição literária francesa fundada no século 14.

Aos 20 anos publicou uma reunião de poemas, “Odes e Poesias Diversas”, mas foi o prefácio de sua peça teatral “Cromwell” que o projetou como líder do movimento romântico na França.

Victor Hugo casou-se com Adèle Foucher e durante a vida teve diversas amantes, sendo a mais famosa Juliette Drouet, atriz sem talento, a quem ele escreveu numerosos poemas.

Seu grande romance histórico “O Corcunda de Notre Dame” (1831), o conduziu à nomeação de membro da Academia Francesa, em 1841.

Criado no espírito da monarquia, o escritor acabou se tornado favorável a uma democracia liberal e humanitária. Eleito deputado da Segunda República, em 1848, apoiou a candidatura do príncipe Luís Napoleão, mas se exilou após o golpe de Estado que este deu em dezembro de 1851, tornando-se imperador. Hugo condenou-o vigorosamente por razões morais em “Histoire d’un Crime”.

A morte da sua filha, Leopoldina, afogada por acidente no Sena, junto com o marido, fez com que o escritor se deixasse levar por experiências espíritas relatadas numa obra “Les Tables Tournantes de Jersey” (As Mesas Moventes de Jersey).

A partir de 1849, Victor Hugo dedicou sua obra à política, à religião e à filosofia humana e social. Reformista, desejava mudar a sociedade, mas não mudar de sociedade. Em 1870, Hugo retornou a França e reatou sua carreira política. Foi eleito primeiro para a Assembleia Nacional, e mais tarde para o Senado. Não aderiu à Comuna de Paris, mas defendeu a anistia aos seus integrantes.

De acordo com seu último desejo, foi enterrado em um caixão humilde no Panthéon, após ter ficado vários dias exposto sob o Arco do Triunfo.

Fonte: UOL Educação / Wikipédia

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Published in: on 23/02/2014 at 22:04  Deixe um comentário  
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30 de Julho – Nascimento de Emily Brontë

Emily Brontë nasceu em 30 de julho de 1818 em Bradford, Yorkshire, Inglaterra. Filha de Maria Branwell e de um clérigo irlandês chamado Patrick Brontë, ela era a quinta de seis irmãos.

As filhas, com exceção da mais nova, foram enviadas para Clergy Daughter’s School depois da morte de sua mãe. As condições precárias da escola foram propícias para a evolução da doença (tuberculose) que matou duas de suas irmãs, Maria e Elizabeth. Charlotte e Emily voltaram para casa, juntando-se ao pai, ao irmão e à irmã mais nova, Anne. Como forma de se entreterem, os irmãos passavam seu tempo lendo autores como Shakespeare e criando mundos fantásticos.

Em 1842 Emily e Charlotte foram para a Bélgica estudar linguas como Francês e Alemão, e também literatura com o objetivo de montarem sua própria escola. Quando sua tia morreu, Emily voltou sozinha para casa e ficaram só ela e seu pai. Em nenhum momento ela parou de escrever seus poemas. Quando Charlotte voltou, ambas tentaram abrir sua escola, mas não obtiveram sucesso. Em 1845 Charlotte achou os poemas da irmã e teve a ideia de juntar aos seus e de sua irmã mais nova e publicá-los em 1846, sob os pseudônimos de Currer, Ellis e Acton Bell.

Apesar do fracasso da publicação, as irmãs se enstusiasmaram em escrever e criaram seus primeiros romances. Emily escreveu “O Morro dos Ventos Uivantes” e em 1847 foi publicado. Mas uma tragédia logo apareceria na vida de Emily. Branwell, viciado em ópio e álcool, morre em 1848. No funeral do seu irmão, Emily pegou um resfriado, que acabou virando tuberculose, e morreu em novembro do mesmo ano. Emily descansa ao lado de sua família em West Yorkshire, na Inglaterra.

Emily era a mais fechada e talvez a mais solitária entre todas as irmãs, mas ao mesmo tempo intensamente criativa e passional. Seus poemas são ricos e cheios de emoção, mas sua obra prima foi com certeza “O Morro dos Ventos Uivantes”, que conta a história de um amor condenado.

Fonte: Meia Palavra

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Published in: on 27/07/2013 at 00:27  Deixe um comentário  
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24 de Julho – Nascimento de Alphonsus de Guimaraens

Afonso Henriques da Costa Guimarães nasceu em Ouro Preto, Minas Gerais, em 24 de julho de 1870, era filho de um português e uma brasileira. Estudou direito em São Paulo, onde concluiu o curso em 1895. Voltou para Minas Gerais para exercer a função de juiz durante toda a vida, primeiro em Conceição do Serro, depois em Mariana, onde viveu até a morte, com sua esposa e quatorze filhos.

Era grande admirador de Cruz e Souza, tendo inclusive viajado para o Rio de Janeiro apenas para conhecê-lo. Fez parte do grupo simbolista de São Paulo e sua poesia é marcada pela espiritualidade, sendo considerado um poeta místico, porque sua obra apresenta uma atmosfera de religiosidade, sonho e mistério. Influenciado por Verlaine, também apresenta melancolia e ternura. A morte da amada é tema recorrente. Seus versos têm sonoridade e ritmo modernos.

“Kyriale” tem uma atmosfera densa e pesada, remete sempre à morte, ao dia de finados, desde as palavras escolhidas pelo poeta até o tom solene. Este é um traço do Romantismo Gótico, recuperado pelos simbolistas decadentes. Nas obras posteriores é a amada ausente quem aparece com frequência. Portanto, seus temas preferidos eram amor e morte. Guimarães também foi tradutor de Haine e de poetas chineses, a partir do francês.

Parte da sua obra, pouco lida, foi publicada postumamente. “Septenário das Dores de Nossa Senhora”, “Câmara Ardente” e “Dona Mística” (1899), “Kyriale” (1902), “Pauvre Lyre” (1921), “Pastoral dos Crentes do Amor e da Morte” (1923), “Poesias” (1938).

Alphonsus de Guimaraens morreu em Mariana, em 15 de julho de 1921.

Fonte: UOL Educação

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Published in: on 21/07/2013 at 23:54  Deixe um comentário  
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8 de Julho – Nascimento de Jean de La Fontaine

Jean de La Fontaine era filho de um inspetor de águas e florestas, e nasceu na pequena cidade de Chateau-Thierry. Estudou teologia e direito em Paris, mas seu maior interesse sempre foi a literatura.

Por desejo do pai casou-se em 1647 com Marie Héricart, na época com apenas 14 anos. Embora o casamento nunca tenha sido feliz, o casal teve um filho, Charles.

Em 1652 La Fontaine assumiu o cargo de seu pai como inspetor de águas, mas alguns anos depois se colocou a serviço do ministro das finanças Nicolas Fouquet, mecenas de vários artistas, a quem dedicou uma coletânea de poemas.

Escreveu o romance “Os Amores de Psique e Cupido” e tornou-se próximo dos escritores Molière e Racine. Com a queda do ministro Fouquet, La Fontaine tornou-se protegido da Duquesa de Bouillon e da Duquesa d’Orleans.

Em 1668 foram publicadas as primeiras fábulas, num volume intitulado “Fábulas Escolhidas”. O livro era uma coletânea de 124 fábulas, dividida em seis partes. La Fontaine dedicou este livro ao filho do rei Luís XIV. As fábulas continham histórias de animais, magistralmente contadas, contendo um fundo moral. Escritas em linguagem simples e atraente, as fábulas de La Fontaine conquistaram imediatamente seus leitores.

Em 1683 La Fontaine tornou-se membro da Academia Francesa, a cujas sessões passou a comparecer com assiduidade. Na famosa “Querela dos antigos e dos modernos”, tomou partido dos poetas antigos.

Várias novas edições das “Fábulas” foram publicadas em vida do autor. A cada nova edição, novas narrativas foram acrescentadas. Em 1692, La Fontaine, já doente, converteu-se ao catolicismo. A última edição de suas fábulas foi publicada 1693.

Fonte: UOL Educação

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Published in: on 04/07/2013 at 00:56  Deixe um comentário  
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