Computação Cognitiva

O conceito é relativamente novo, mas ditará as mudanças tecnológicas em um futuro próximo. Computação cognitiva trata-se da capacidade de computadores pensarem (quase) como seres humanos.

No início da computação, os computadores eram capazes de efetuar cálculos, evoluindo para a utilização de sistemas programáveis (como conhecemos hoje) e o próximo passo será a utilização de computadores para o processamento de informações e tomadas de decisões baseadas em aprendizado de experiências anteriores, semelhante ao funcionamento do nosso cérebro. Um exemplo simples e bastante provável de utilização é a análise de quedas ou acentuações de ações na bolsa de valores e indicar qual a melhor opção para investir a partir de dados previamente informados (seja por uma entrada manual, ou por aprendizado e analises anteriores).

A utilização de grande repercussão da computação cognitiva foi em 2011, com a utilização do sistema de computação cognitiva da IBM batizado de Watson, que conseguiu derrotar dois conhecidos vencedores de um programa de perguntas e respostas da televisão americana, chamado Jeopardy.

No Brasil, a IBM sentiu a necessidade de parcerias para que a tecnologia seja ensinada já na universidade e firmou parceria com três universidades para formar profissionais especializados em computação cognitiva. Já a partir de 2016, Mackenzie, ESPM e Insper contarão com matérias relacionadas ao tema em cursos de graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado.

Aplicações

Medicina – Certos tratamentos da medicina baseiam-se na combinação de inúmeras fontes de conhecimento. Um oncologista, para identificar o melhor tratamento para tratar certo tipo de câncer, precisa analisar uma infinidade de dados, como: a idade do paciente, o aparecimento da lesão, as condições de cirurgia, o tipo da doença, etc, e combinar tudo isso com a experiência e conhecimento adquiridos ao longo do exercício da função para então tomar uma decisão. A partir da ideia de contar com a ajuda de um computador que faça essa análise a partir de informações coletadas pelo próprio médico junto ao paciente e em seguida retorne opções de tratamento surgiu o Watson Oncology, um sistema que usa a computação cognitiva para recomendar tratamentos contra o câncer. Seu banco de dados inclui milhares e milhares de pesquisas científicas na área, além de históricos reais de pacientes que se livraram ou não da doença. A IBM possui parceria com dois hospitais líderes no tratamento do câncer nos Estados Unidos, que já estão trabalhando com o Watson Oncology: o MD Anderson, em Houston, no Texas, e o Memorial Sloan-Kettering, em Nova York.

Música – O MusicGeek, aplicativo criado pela empresa britânica Decibel Music Systems, usa a tecnologia Watson para procurar pela internet e identificar conexões e tendências musicais, a partir de uma busca feita pelo usuário no próprio aplicativo. Essa pesquisa pode ser o nome de um artista, canção, álbum, tema, estilo musical, localização, ou a combinação de dois ou mais termos. O próximo passo é associar esses conhecimentos adquiridos na web com as informações já presentes no banco de dados da Decibel. Em questão de segundos, o usuário recebe uma lista inteligente de recomendações de novas músicas e seus respectivos artistas, todas relacionadas à busca inicial.

Justiça – Outro campo onde a computação cognitiva pode atuar de forma muito eficiente é na área jurídica. Primeiro: os processos se repetem, mas cada um tem suas mínimas particularidades. Segundo: tudo deve ser julgado com base nas leis. Por que não jogar todas essas informações num computador?

Culinária – Talvez a forma mais acessível de usar a computação cognitiva no dia-a-dia, utilizando-se do banco de dados do Bon Appétit, um dos maiores sites de receitas do mundo, a IBM criou o aplicativo Chef Watson, que utiliza a computação cognitiva para fazer recomendações de receitas levando em consideração o gosto dos usuários. Por exemplo: você tem tomate, aipo e gengibre e quer usá-los para preparar o almoço. No site do programa, você seleciona esses três alimentos e vai receber algumas ideias de receitas, assim como a chance dessa mistura dar certo. E o mais interessante: você selecionou os ingredientes, o sistema sugeriu uma receita, você preparou e aprovou o prato e então na próxima vez que alguém misturar os mesmos ingredientes, a resposta do Watson vai ser ainda mais certeira, pois ele ‘aprendeu’ que aquela combinação dá certo. Conforme vai sendo utilizado, o sistema também é capaz de “aprender” as preferências culinárias do próprio usuário, fazendo recomendações cada vez mais coerentes e com maior probabilidade de acerto. O Chef Watson já está disponível gratuitamente na internet, em inglês. O projeto também virou livro, chamado Cognitive cooking with Chef Watson, que reúne 65 receitas com combinações inéditas de ingredientes criadas a partir do aplicativo. Também em inglês, está sendo vendido na Amazon desde abril deste ano, com entrega no Brasil.

Carreiras que podem surgir com a disseminação da computação cognitiva

Engenheiro de internet das coisas, nanomédico, ciberpolicial. São centenas de novas carreiras nascidas da combinação entre inteligência humana e digital. Ao mesmo tempo, a computação cognitiva tem o poder de eliminar muitos empregos, inclusive os mais qualificados e dependentes de raciocínio. Os mais radicais futuristas chegam a prever o fim do trabalho.

Fonte: Betalabs

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Meme

O que é um meme?

Apesar dos vídeos “Para nossa alegria” e “Luiza está no Canadá” serem conhecidos, poucas pessoas sabem, de fato, o que é um meme ou qual é a sua origem. Qualquer coisa pode se tornar uma piada na rede: citações, desenhos, fotos ou vídeos. Claro, desde que se torne um viral e se espalhe pela Internet.

Segundo a Wikipédia, este termo é sinônimo de “fenômeno da Internet”, ou seja, é tudo o que faz sucesso e se propaga rapidamente na rede. Exemplo recente disso é o garoto Jefferson, que soltou a voz ao cantar “Para nossa alegria” e teve mais de 8 milhões de views.

Dos que fizeram sucesso até hoje, pode-se entender que o termo tem a ver com brincadeiras e piadas em citações, desenhos, fotos ou vídeos que se propagam com uma grande velocidade na rede e ganham o gosto popular.

É provável que o primeiro meme tenha sido criado, em 1998, por Joshua Schachter, de 24 anos, no serviço Memepool. Nele, os usuários postavam na Internet links interessantes.

No evento Contagious Media, em 2000, a palavra meme foi utilizada pela primeira vez. O objetivo foi traduzir em uma expressão uma mensagem que rapidamente é difundida e ganha novas versões de acordo com o contexto. Depois disso, a palavra meme caiu no gosto das pessoas.

Outra explicação possível, destacada pelo escritor Richard Dawkins no livro “O Gene Egoísta”, de 1976, se refere a “uma unidade de evolução cultural”, que espalha a mensagem de uma pessoa para outra. A partir disso, podemos interpretar que toda a informação com aspecto cultural propagado entre indivíduos é considerado um meme.

Memes Famosos

O vídeo do garoto Dheymerson Lima, de 11 anos, cantando “Pintinho Piu” virou destaque em 2011. Não é para menos, já que a publicação tem mais de 9 milhões de views. O jovem narra a história de um fazendeiro e dubla o som de vários animais. Depois de publicá-lo no YouTube, o menino apareceu em vários programas de TV e virou uma webcelebridade.

O físico e diretor do Planetário Hayden, em Nova Iorque, Neil deGrasse Tyson, se tornou mais um meme da Internet. Isso aconteceu quando ele usou uma expressão, conhecida aqui como “Ui”, para explicar a sua preferência por Isaac Newton.

Quem nunca viu ou compartilhou os memes Forever Alone, Troll Face e Me Gusta nas redes sociais? Eles contam histórias que lembram muitas situações cotidianas.

Fonte: Tech Tudo

Published in: on 18/05/2012 at 00:44  Deixe um comentário  
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Senhor de 60 anos se casa com antigo amor depois de reencontrá-la no Facebook

O amor não tem idade e, com o advento da Internet, também não mede distâncias de tempo e espaço. A história do casal Hugh Forsythe, 60 anos, e Maureen Wallace, 62, é a mais nova prova desta teoria. Graças ao Facebook, eles se casaram 42 anos depois do término do namoro.

Maureen terminou um namoro de quatro meses com Hugh em 1970. Ele ficou arrasado, mas seguiu com a vida. Se casou, teve filhos, e ficou viúvo em 2009.

Então, durante uma visita a um parente distante no meio do ano passado, Hugh ficou sabendo que Maureen havia se divorciado, depois de um casamento de 27 anos. Isso foi o suficiente para iniciar a busca pela paixão do passado. “Eu nunca esqueci Maureen ao longo dos anos. Ela foi o meu primeiro amor, e não ia deixá-la escapar de novo”, disse Hugh ao Daily Mail.

Porém, a missão não era nada fácil. Ao procurar pelo nome Maureen Stewart no Facebook, ele encontrou várias pessoas com o mesmo nome. Hugh não teve dúvidas e mandou a mesma mensagem para todas as mulheres que ele encontrou na rede com o mesmo nome. A estratégia deu resultado e ele teve a resposta que tanto esperava.

A partir daí, os dois recomeçaram o relacionamento e relembraram os momentos do passado, revisitando os locais que frequentavam na década de 1970. Maureen e Hugh namoraram alguns meses no “mundo offline” e, decididos que foram feitos um para o outro, se casaram um pouco antes do Natal.

“Eu o amava, mas nunca disse isso a ele. Nem em meus sonhos mais loucos imaginei que nos encontraríamos novamente, mas felizmente o Facebook nos uniu”, disse Maureen. Que Hugh e Maureen sejam felizes para sempre. Felicidades ao casal.

Fonte: Tech Tudo / Daily Mail

Published in: on 10/01/2012 at 12:02  Deixe um comentário  
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Guia Facebook Para Educadores

É um material gratuito e fácil de baixar que ajudará professores do mundo todo a entenderem e aproveitarem a mídia social na sala. O guia foi escrito pela especialista em educação Linda Fogg Phillips, pelo mestre Derek Baird e pelo Dr. BJ Fogg.

O Facebook influencia todos os aspectos da sociedade, incluindo a educação. Os professores estão reconhecendo que precisam ter um melhor entendimento sobre o Facebook e utilizá-lo de forma positiva e produtiva para apoiar a educação dos alunos do século 21.

O ponto mais importante que os professores devem saber a respeito da mídia social é que ela está mudando a maneira como nos comunicamos e interagimos de uma forma inédita. Os professores precisam conhecer e entender essa tecnologia para que sejam capazes de atender às necessidades educacionais dos alunos de hoje. Também precisam saber ensinar e estimular seus alunos a serem bons “cidadãos digitais”.

Os professores podem manter sua privacidade e interagir profissionalmente com seus alunos utilizando os grupos e as páginas, sem a necessidade de se tornarem amigos dos alunos. Também é importante que definam suas configurações de forma a refletirem o nível de privacidade desejado.

Os professores que entendem que uma das ferramentas mais poderosas para o ensino é também um meio que promove o entusiasmo pelo aprendizado têm grande capacidade de engajar seus alunos em uma experiência de aprendizado ativa. Alguns professores estão usando o Facebook como uma ferramenta para apoiar discussões em classe, ampliar a conscientização de eventos e causas, estimular a colaboração entre os alunos e encorajar “o aprendizado além da sala de aula”. Alguns também oferecem aos alunos a oportunidade de receberem feedback e informações vindas de seus pares. Isso sem falar da possibilidade de ministrarem aulas virtuais, móveis e mediante solicitação.

Os professores precisam ter um bom entendimento da mídia social, incluindo seus benefícios e riscos, para que possam desenvolver uma política de mídia social adequada para a escola. Com esse entendimento, professores e administradores podem realizar discussões regulares para elaborarem uma política de mídia social capaz de apoiar as metas sociais, emocionais e acadêmicas de sua respectiva instituição de ensino. As políticas de mídia social das escolas devem ser revisadas com frequência.

O Facebook para Educadores foi desenvolvido para oferecer aos professores informações atualizadas sobre o Facebook, além de conteúdo sobre como utilizar essa mídia como uma ferramenta de suporte para a educação. Os professores encontrarão tutoriais fáceis de entender, informações mais detalhadas e dicas e ideias criativas sobre o uso do Facebook na educação. O site também oferece acesso direto a especialistas nesse campo emergente e que muda rapidamente.

Fonte: Mídias Sociais

Linkedin no Brasil

A LinkedIn, criada em 2002, que se consolidou como a maior rede de relacionamentos para o mundo dos negócios, atingiu a marca de cem milhões de usuários. Liderando a relação de países em que a rede social teve maior crescimento está o Brasil, que registra um aumento de 428% de perfis criados no ano passado.

Em um ano cheio de lançamentos como o agregador de notícias ‘LinkedIn Today’ e um portal para jovens estudantes e recém-formados ‘Student Jobs’ , o site comemora sua nova fase com mais de um milhão de novos perfis cadastrados por semana, o que ultrapassa a média de um novo membro na rede social por segundo.

No Brasil, a LinkedIn chegou a três milhões de usuários. Entre eles, executivos de companhias presentes na relação levantada pela revista ‘Fortune’ que lista as cem melhores empresas para se trabalhar em todo o mundo. O site ainda se gaba de ter 73 empresas presentes na lista ‘Fourtune 100’ utilizando seus serviços de busca de profissionais e recrutamento.

Os dados são comparativos entre os anos de 2009 e 2010 e revelam ainda que a rede social se expandiu fora do terreno americano, com um crescimento de 178% no México, 76% na Índia e 72% na França.

O site, que é usado atualmente em mais de 200 países, tem mais da metade de seus membros fora dos Estados Unidos. Cerca de 56% dos usuários estão ao redor do globo, o que faz crescer a interação entre profissionais de diferentes nações, ampliando as oportunidades para quem deseja trabalhar fora do país.

Se empilhados todos os currículos cadastrados no site, a pilha de papéis ultrapassaria o Monte Everest em alguns milhares de metros. Boa parte deles são de jovens, o que motivou a LinkedIn a criar um portal exclusivo para a busca de vagas de estágios e empregos para recém-formados, por área de interesse.

Entre os serviços prestados pelo site Student Jobs estão a recomendação de empregos com o perfil do usuário, um perfil público para ser consultado por empresas, a inscrição em páginas de companhias e a busca por vagas.

Pessoas bem sucedidas são pessoas bem informadas, acredita a LinkedIn . Pensando nisso a empresa lançou também o LinkedIn Today . O novo site, ainda em versão beta, permite ao usuário acompanhar as notícias do dia, baseadas nos assuntos de interesse da sua profissão.

De acordo com o site, a proposta é ajudar o usuário a encontrar informação qualificada sobre o seu meio profissional de forma rápida e clara. O sistema funciona também nos aplicativos para celulares e tablets.

Fonte: O Globo

Internet está causando mudança evolutiva no cérebro

Pesquisadores da University of California (UCLA), em Los Angeles, divulgaram os resultados de um estudo que apontou, em primeira estância, que o cérebro de pessoas que têm contato direto com tecnologias digitais está passando por uma “mudança evolutiva” positiva e negativa. Os cientistas descobriram que o órgão dos “nativos digitais” está se desenvolvendo de forma a lidar mais eficientemente com as tarefas de pesquisar e filtrar a grande quantidade de informação que é oferecida atualmente.

Outro ponto levantado sobre esses mesmos indivíduos é que estão tomando decisões mais rapidamente, o que, segundo o neurocientista Gary Small, pode ser decisivo para os que querem estar na liderança, no futuro. “As pessoas da próxima geração que realmente estarão na liderança serão os que tiverem muita habilidade com tecnologia e também nas relações interpessoais”, explicou.

A ambiguidade da questão se dá, de acordo com informações do blog PDA, do Media Guardian, porque esse comportamento, com relação a tecnologia, está mudando padrões do cérebro, o que prejudica as habilidades sociais dos “viciados” em Internet, e propicia aumento de condições como Attention Deficit Disorder (Transtorno do Déficit de Atençao com Hiperatividade, em português). “O cérebro é bastante especializado em seu circuito e se você repete tarefas mentais repetidamente pode aumentar certos ciruitos e ignorar outros”, conta Small.

O pesquisador dá ainda a dica para se contornar o problema, ressaltando que é importante fazer uma pausa no contato com a tecnologia. “Para se encontrar um balanço”, é preciso fazer atividades diversas, “como jantar com a família”, diz. “É importante entender como a tecnologia está afetando nossas vidas e nossos cérebros e ter o controle disso”.

Fonte: Revista Imprensa

Published in: on 21/02/2011 at 23:56  Deixe um comentário  
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