15 de Outubro – Dia Mundial da Mulher Rural – World Rural Women’s Day

As Nações Unidas na sua 4ª Conferência Sobre a Mulher, realizada em Beijing, em 1995, institucionalizaram o dia 15 de Outubro como o dia Mundial da Mulher Rural com o objetivo de elevar a consciência mundial sobre o papel da mulher rural no fortalecimento da sociedade, da economia no geral, e das famílias em particular.

A efeméride realiza-se atualmente em cerca de 100 países do mundo inteiro e é acompanhada de um lema internacional para realçar a consciência sobre uma particular área específica de atenção e prioridade de ação.

The idea of a World Rural Women’s Day to be devoted each year to honor rural women began at a UN Conference for Women in Beijing in September 1995.

This was considered a practical way of obtaining recognition and support for the multiple roles of rural women who are mostly farmers and small entrepreneurs. Rural women make us more than a quarter of the world population. They contribute to the wellbeing of their families and the development of rural economies. Because of their key role in food production and food security, it was decided that the World Rural Women’s Day fall on the 15 October – the day before the World Food Day.

Fonte: CEM – Coordenadoria Estadual da Mulher / World Rural Women’s Day

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17 de Abril – Dia Internacional das Lutas Camponesas – International Day of Peasant’s Struggle

Em 17 de abril de 1996 polícia e militares do exército brasileiro abriram fogo contra famílias inteiras de camponeses sem terra que ocupavam uma parcela não cultivada de uma grande propriedade fundiária, vulgo latifúndio. O massacre de Carajás, no estado do Pará, Brasil, fez 19 mortos e um número indeterminado de órfãos e feridos.

Chocados com este acontecimento, a Via Campesina, organização internacional que luta pela defesa dos interesses dos camponeses e da agricultura não-industrial reuniram-se nesse mesmo dia no México em Assembleia Geral e decidiram fazer do dia 17 de abril uma jornada anual de informação sobre as lutas camponesas.

In 1996, the International Peasant’s Movement, La Via Campesina, declared April 17th the International Day of Peasant’s Struggle. They chose this date to remember the 19 landless peasants of the Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – the Landless Workers Movement, who Brazilian police killed as they tried to access land.

Fonte: Pimenta Negra / Via Campesina

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26 de Março – Dia Nacional do Cacau e do Chocolate

A data foi instituída para ampliar o agronegócio do cacau e seus derivados, revitalizar e valorizar a lavoura cacaueira brasileira, além de estimular a sustentabilidade da produção. Mais de 31 mil propriedades rurais cultivam o cacau no País. São 665.175 mil hectares de área plantada. Em 2008 foram produzidos 180 mil toneladas.

Além de saboroso, o chocolate é nutritivo, quando consumido de forma moderada. Conforme a Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, órgão do Ministério da Agricultura, tabela nutricional do chocolate inclui glucídios, lipídeos, vitaminas B1, B2 e PP, cálcio, ferro, magnésio e potássio.

Atualmente, o Brasil está no quarto lugar entre os maiores produtores globais de chocolate. Por mais de dez anos o país ocupou o quinta posição do ranking.

Frente ao potencial de produção brasileiro, o consumo per capita do doce está na casa dos dois quilos/ano. Número considerado baixo, se comparado a outros países. Dentro do próprio Brasil ocorrem variações de consumo, conforme a região do país. Chega a oscilar de 0,5 a 1 quilo nas áreas mais quentes, como Norte e Nordeste, a 3,8 quilos no Sul e Sudeste.

O mundo civilizado só tomou conhecimento da existência do cacau e de chocolate depois que Cristóvão Colombo descobriu a América. Até então, eram privilégio dos Índios que viviam no Sul do México, América Central e bacia amazônica, onde o cacau se desenvolvia naturalmente em meio à floresta. Hoje, quase 5 séculos depois, derivados do cacau são consumidos em muitas formas, em quase todos os países, e fazem parte da vida do homem moderno. Estão presentes em todos os lugares: nas mochilas dos soldados e nas bolsas dos estudantes, em barras de chocolate de alto valor nutritivo; nos salões de beleza mais sofisticados, nas formas mais variadas de cosméticos; e nas reuniões sociais, através de vinhos e licores. Seus resíduos são utilizados como adubo e ração para os animais.

Saindo da floresta amazônica para conquistar o mundo, o cacau percorreu um longo caminho. Sua história cercada de lenda, está marcada por episódios curiosos, foi usado pelos Astecas, como moeda, provocou discussão entre os religiosos sobre o seu uso nos conventos devido às suas supostas propriedades afrodisíacas e, por muito tempo, foi uma bebida exclusiva das mais faustosas cortes da Europa. Suas sementes, levadas para outras regiões e continentes, formaram grandes plantações que, hoje, representam importante fonte de trabalho e renda para milhões de pessoas.

Fonte: Portal MS / Prefeitura de Gramado / CEPLAC

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11 de Janeiro – Dia do Controle da Poluição por Agrotóxicos

A Lei Federal número 7802/89 e o Decreto Regulamentador número 98816/90 regem o uso de agrotóxicos no Brasil. Além da federal existem as leis estaduais e portarias municipais.

Agrotóxicos são produtos químicos que ajudam a controlar pragas e doenças das plantas e podem causar danos à saúde das pessoas, dos animais e do meio ambiente. Por isso, seu uso só pode ser recomendado por um técnico habilitado que oriente a sua aplicação. Basicamente para conhecer o grau de risco dos agrotóxicos convém observar as informações do rótulo que indicam a classe toxicológica dos produtos. A faixa de cor vermelha indica Extremamente Tóxico, a faixa amarela indica Altamente Tóxico, a de cor azul indica Medianamente Tóxico e a cor verde indica  Pouco Tóxico.

A utilização de agrotóxicos teve inicio na década de 20 e, durante a segunda guerra mundial, eles foram utilizados até como arma química. No Brasil, a sua utilização tornou- se evidente em ações de combate a vetores agrícolas na década de 60. Alguns anos depois, os agricultores foram liberados a comprar este produto de outros países.

Quando bem utilizados, os agrotóxicos impedem a ação de seres nocivos, sem estragar os alimentos. Porém, se os agricultores não tiverem alguns cuidados durante o uso ou extrapolarem no tempo de ação dos agrotóxicos, estes podem afetar o ambiente e a saúde.

O Brasil é hoje um dos maiores compradores de agrotóxicos do mundo e as intoxicações por estas substâncias estão aumentando tanto entre os trabalhadores rurais que ficam expostos, como entre pessoas que se contaminam através dos alimentos. Alguns estudos já relataram a presença de agrotóxicos no leite materno, o que poderia causar defeitos genéticos nos bebês nascidos de mães contaminadas.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o uso intenso de agrotóxicos levou à degradação dos recursos naturais – solo, água, flora e fauna -, em alguns casos de forma irreversível, levando a desequilíbrios biológicos e ecológicos.

Além de agredir o ambiente, a saúde também pode ser afetada pelo excesso destas substâncias. Quando mal utilizados, os agrotóxicos podem provocar três tipos de intoxicação: aguda, subaguda e crônica. Na aguda, os sintomas surgem rapidamente. Na intoxicação subaguda, os sintomas aparecem aos poucos: dor de cabeça, dor de estômago e sonolência. Já a intoxicação crônica, pode surgir meses ou anos após a exposição e pode levar a paralisias e doenças, como o câncer.

A ANVISA é responsável por fiscalizar produtos contaminados por agrotóxicos. Se uma empresa vender produtos que têm contaminantes em excesso – a ponto de prejudicar o ambiente ou a saúde -, ela sofrerá advertência, multa ou apreensão do produto.

Fonte: COHIDRO Notícias / Diretoria de Meio Ambiente de Quirinópolis

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6 de Dezembro – Dia Nacional do Extensionista Rural

Essa data foi instituída pelo Governo Federal como uma forma de homenagear esse importante profissional da agricultura. O dia 6 de dezembro foi escolhido porque, em 1948, foi criada a primeira instituição de extensão rural no Brasil, a Associação de Crédito e Assistência Rural (Acar), hoje Emater-MG.

Extensão Rural é o processo de estender, ao povo rural, conhecimentos e habilidades, sobre práticas agropecuárias, florestais e domésticas, reconhecidas como importantes e necessárias à melhoria de sua qualidade de vida.

A própria justificativa para a existência de um serviço de extensão é o de estimular a população rural para que se processem mudanças em sua maneira de cultivar a terra, de criar o seu gado, de administrar o seu negócio, de dirigir o seu lar, de defender a saúde da família, de educar os seus filhos e, por fim, de trabalhar em favor da própria comunidade.

O papel da extensão pode ser revelado através do desdobramento de suas diferentes finalidades. Entre estas finalidades, estão as seguintes: melhorar as condições econômicas e sociais da população rural; aplicar os conhecimentos da ciência e a pesquisa aos problemas do agricultor e sua família; estender ao povo rural conhecimentos e habilidades, para a melhoria do seu nível de vida; estimular os processos de mudanças da população rural, nos campos técnico, econômico e social; preparar um dispositivo de disparo, que coloque em ação as aspirações e as capacidades das pessoas para o progresso; criar uma reação em cadeia que resulte em melhores condições de vida e de trabalho para a população rural; incorporar as massas rurais, através da educação, aos programas de desenvolvimento de um país; acelerar o desenvolvimento econômico e social das áreas rurais; aumentar a renda do agricultor; servir de ponte entre a pesquisa agropecuária e o produtor rural.

No Brasil, o Serviço Brasileiro de Assistência Técnica e Extensão Rural está presente em mais de 4.500 escritórios, dentre regionais e municipais, com uma força de trabalho em torno de 16 mil extensionistas.

Como educadores não formais, os extensionistas utilizam técnicas e metodologias, que auxiliam o produtor rural a ter uma produção sustentável sob os aspectos ambientais, econômicos e sociais. Sempre agregando o conhecimento acadêmico do técnico e as experiências de anos de trabalho do agricultor, a Extensão rural visa à qualidade da produção, geração de emprego e renda e melhoraria da qualidade de vida no campo.

Fonte: Blog da FOLHA / Ambiente Brasil / EMDAGRO

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Published in: on 06/12/2013 at 01:09  Deixe um comentário  
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18 de Junho – Dia da Imigração Japonesa no Brasil

No dia 26 de julho de 2005, sob a Lei número 11.142, foi instituído o Dia da Imigração Japonesa no Brasil.

Foi em 18 de junho de 1908, que chegou ao porto de Santos o Kasato Maru, navio que trouxe 165 famílias de japoneses. A grande parte destes imigrantes era formada por camponeses de regiões pobres do norte e sul do Japão, que vieram trabalhar nas prósperas fazendas de café do oeste do estado de São Paulo.

No começo do século XX, o Brasil precisava de mão-de-obra estrangeira para as lavouras de café, enquanto o Japão, passava por um período de grande crescimento populacional. A economia nipônica não conseguia gerar os empregos necessários para toda população, então, para suprir as necessidades de ambos os países, foi selado um acordo imigratório entre os governos brasileiro e japonês.

Nos primeiros dez anos da imigração, aproximadamente quinze mil japoneses chegaram ao Brasil. Este número aumentou muito com o início da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Pesquisas indicam que de 1918 até 1940, aproximadamente 160 mil japoneses vieram morar em terras brasileiras. A maioria dos imigrantes preferia o estado de São Paulo, pois nesta região já estavam formados bairros e até mesmo colônias com um grande número de japoneses. Porém, algumas famílias espalharam-se para outros cantos do Brasil como, por exemplo, agricultura no norte do Paraná, produção de borracha na Amazônia, plantações de pimenta no Pará, entre outras.

O começo da imigração foi um período difícil, pois os japoneses se depararam com muitas dificuldades. A língua diferente, os costumes, a religião, o clima, a alimentação e até mesmo o preconceito tornaram-se barreiras à integração dos nipônicos aqui no Brasil. Muitas famílias tentavam retornar ao país de origem, porém, eram impedidas pelos fazendeiros, que as obrigavam a cumprir o contrato de trabalho, que geralmente era desfavorável aos japoneses. Mesmo assim, eles venceram estes problemas e prosperaram. Embora a ideia inicial da maioria fosse retornar para a terra natal, muitos optaram por fazer a vida em solo brasileiro, obtendo grande sucesso.

Durante o período da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os japoneses enfrentaram muitos problemas em território brasileiro. O Brasil entrou no conflito ao lado dos aliados, declarando guerra aos países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão). Durante os anos da guerra a imigração de japoneses para o Brasil foi proibida e vários atos do governo brasileiro prejudicaram os japoneses e seus descendentes. O presidente Getúlio Vargas proibiu o uso da língua japonesa e as manifestações culturais nipônicas foram consideradas atitudes criminosas.

Com o término da Segunda Guerra Mundial, as leis contrárias à imigração japonesas foram canceladas e o fluxo de imigrantes para o Brasil voltou a crescer. Neste período, além das lavouras, muitos japoneses buscavam as grandes cidades para trabalharem na indústria, no comércio e no setor de serviços.

Atualmente, o Brasil é o país com a maior quantidade de japoneses fora do Japão. Plenamente integrados à cultura brasileira, contribuem com o crescimento econômico e desenvolvimento cultural de nosso país. Os japoneses trouxeram, junto com a vontade de trabalhar, sua arte, costumes, língua, crenças e conhecimentos que contribuíram muito para o nosso país. Juntos com portugueses, índios, africanos, italianos, espanhóis, árabes, chineses, alemães e muitos outros povos, os japoneses formam este lindo painel multicultural chamado Brasil.

Fonte: Portoweb / Sua Pesquisa

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