Idosos – jogos cognitivos estimulam a memória e divertem

Com o passar do tempo é normal que os idosos se preocupem com a perda de memória, principalmente quando se trata de determinadas lembranças.

O remédio é simples: sudoku, caça-palavras, dominó, jogos de memória ou palavras cruzadas. Virtuais ou não, os jogos cognitivos, além de “turbinar” o cérebro também divertem e aproximam as pessoas.

Os processos que envolvem a memória, a atenção e a linguagem precisam ser fortalecidos. Os jogos devem trazer aprendizado, aguçar o pensamento e manter a concentração. É bom experimentar outras opções ou tentar vários níveis de dificuldade, para manter o cérebro trabalhando.

Outra indicação é escolher jogos que a pessoa se identifique para não desistir no meio do caminho nem ficar frustrada. Se o idoso gosta de viagens, por exemplo, é interessante escolher um passatempo que trabalhe com as bandeiras dos países. Isso pode ativar as boas lembranças dos lugares que ele conheceu em outras épocas.

Fonte: Iamspe

Published in: on 10/04/2017 at 17:18  Deixe um comentário  
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16 de Novembro – Dia Nacional de Atenção à Dislexia

Dia instituído pelo Projeto de Lei número 929/07. O dia 16 de novembro foi escolhido em homenagem à APD (Associação Paulista de Dislexia) e às demais associações existentes no Brasil que desenvolvem importante trabalho na orientação, apoio e tratamento da dislexia.

A dislexia caracteriza-se por uma dificuldade na área da leitura, escrita e soletração. A dislexia costuma ser identificada nas salas de aula durante a alfabetização sendo comum provocar uma defasagem inicial de aprendizado.

A dislexia é mais frequentemente caracterizada pela dificuldade na aprendizagem da decodificação das palavras, na leitura precisa e fluente e na fala. Pessoas disléxicas apresentam dificuldades na associação do som à letra (o princípio do alfabeto); também costumam trocar letras, por exemplo, b com d, ou mesmo escrevê-las na ordem inversa, por exemplo, “ovóv” para vovó.

A dislexia, contudo, não é um problema visual, envolvendo o processamento da fala e escrita no cérebro, sendo comum também confundir a direita com a esquerda no sentido espacial. Esses sintomas podem coexistir ou mesmo confundir-se com características de vários outros fatores de dificuldade de aprendizagem, tais como o déficit de atenção/hiperatividade, dispraxia, discalculia, e/ou disgrafia. Contudo, a dislexia e as desordens do déficit de atenção e hiperatividade não estão correlacionados com problemas de desenvolvimento.

Identificada pela primeira vez por BERKLAN em 1881, o termo “dislexia” foi cunhado em 1887 por Rudolf Berlin, um oftalmologista de Stuttgart, Alemanha. Ele usou o termo para se referir a um jovem que apresentava grande dificuldade no aprendizado da leitura e escrita ao mesmo tempo em que apresentava habilidades intelectuais normais em todos os outros aspectos.

Em 1896, W. Pringle Morgan, um físico britânico de Seaford, Inglaterra, publicou uma descrição de uma desordem específica de aprendizado na leitura no British Medical Journal, intitulado “Congenital Word Blindness”. O artigo descreve o caso de um menino de 14 anos de idade que não havia aprendido a ler, demonstrando, contudo, inteligência normal e que realizava todas as atividades comuns de uma criança dessa idade.

Um dos primeiros pesquisadores principais a estudar a dislexia foi Samuel T. Orton, um neurologista que trabalhou inicialmente em vítimas de traumatismos. Em 1925 Orton conheceu o caso de um menino que não conseguia ler e que apresentava sintomas parecidos aos de algumas vítimas de traumatismo. Orton estudou as dificuldades de leitura e concluiu que havia uma síndrome não correlacionada a traumatismos neurológicos que provocava a dificuldade no aprendizado da leitura. Orton chamou essa condição por strephosymbolia (com o significado de “símbolos trocados”) para descrever sua teoria a respeito de indivíduos com dislexia. Orton observou também que a dificuldade em leitura da dislexia aparentemente não estava correlacionada com dificuldades estritamente visuais. Ele acreditava que essa condição era causada por uma falha na laterização do cérebro. A hipótese referente à especialização dos hemisférios cerebrais de Orton foi alvo de novos estudos póstumos na década de 1980 e 1990, estabelecendo que o lado esquerdo do planum temporale,uma região cerebral associada ao processamento da linguagem é fisicamente maior que a região direita nos cérebros de pessoas não disléxicas; nas pessoas disléxicas, contudo, essas regiões são simétricas ou mesmo ligeiramente maior no lado direito do cérebro.

Pesquisadores estão atualmente buscando uma correlação neurológica e genética para a dificuldade em leitura.

Fonte: CCJ da Câmara / Wikipédia

dislexia

Published in: on 02/11/2016 at 23:33  Deixe um comentário  
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Síndrome da Mão Alheia

É uma desordem provocada por um trauma cerebral, este estranho mal faz com que a vítima perca o controle de uma de suas mãos, a qual cria vida própria e pode chegar a fazer qualquer coisa, desde gesticular a desabotoar os botões que a outra mão tenta abotoar. Esta doença é também conhecida como “síndrome da mão anárquica”, por sua tendência a fazer sempre o contrário o que a outra mão faz, ou também chamada “Síndrome do Dr. Strangelove”, devido ao personagem de Peter Sellers no filme homônimo. Ali a mão mecânica do protagonista alternava entre tentativas de estrangular-se ao mesmo tempo fazer saudações nazistas.

O paciente da síndrome pode sentir a mão, mas pode achar que não é parte de seu corpo e que não possui controle sobre seus movimentos (inclusive não é consciente do que sua mão realiza até que chama sua atenção). A única solução é mantê-la ocupada, por exemplo, sustentando algo, mas melhor que não seja o pescoço. Ainda que possa parecer cômico a princípio, esta desordem é perigosa em muitos casos. São conhecidos depoimentos de pessoas que foram quase estranguladas por suas próprias mãos, ou receberam cortes de faca enquanto preparavam o jantar.

Karen Byrne, uma americana de 55 anos, passou 18 de sua vida sem conseguir controlar sua mão esquerda. O problema começou após uma cirurgia para curar outra doença, a epilepsia. Durante a cirurgia cerebral seu médico cortou por acidente o corpo caloso do cérebro, um feixe de fibras nervosas que mantém os dois hemisférios cerebrais em contato. Após a operação, os médicos perceberam que uma de suas mãos estava desabotoando a blusa que ela vestia. Ao ser notificada do problema, ela notou que não percebia a ação de seus membros superiores. A sua mão estava fora de controle. Um dos principais sintomas da doença era que Karen se estapeava. Ela disse que seu rosto chegava a ficar inchado de tantos tapas. Apenas um medicamento fez com que ela conseguisse restabelecer o controle da mão esquerda e voltasse a ter uma vida normal.

Fonte: Metamorfose Digital / O Dia Online Ciência e Saúde

Published in: on 05/07/2011 at 16:03  Comments (1)  
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Fobia

Medo é um sentimento universal e muito antigo. Pode ser definido como uma sensação de que você corre perigo, de que algo de muito ruim está para acontecer, em geral acompanhado de sintomas físicos que incomodam bastante. Quando esse medo é desproporcional à ameaça, por definição irracional, com fortíssimos sinais de perigo, e também seguido de evitação das situações causadoras de medo, é chamado de fobia. A fobia na verdade é uma crise de pânico desencadeada em situações específicas. Existem três tipos básicos de fobias, que são:

1 – A agorafobia (literalmente, medo da ágora, as praças de mercado – o nome é muito antigo) que é o medo generalizado de lugares ou situações aonde possa ser difícil ou embaraçoso escapar ou então aonde o auxílio pode não estar disponível. Isso inclui estar fora de casa desacompanhado, no meio de multidões ou preso numa fila, ou ainda viajar desacompanhado.

2 – A fobia social, quando a pessoa tem um medo acentuado e persistente de “passar vergonha” na frente de outros, muitas vezes por temor de que as outras pessoas percebam seus sinais de ansiedade. Ela pode ser específica para uma situação (por exemplo, assinar cheques ou escrever na frente dos outros) ou generalizada (por exemplo, participar de pequenos grupos, iniciar ou manter conversação, ter encontros românticos, falar com figuras de autoridade, etc.).

3 – E as fobias específicas, quando o medo acentuado e persistente é na presença (ou simples antecipação) de coisas como voar, tomar injeção, ver sangue, altura. Ou ainda o medo específico de elevador, dirigir ou permanecer em locais fechados como túneis ou congestionamentos.

Mas por qual motivo uma pessoa desenvolve uma fobia? E ainda, por quais razões algumas fobias são mais comuns que outras? Vários neurocientistas acreditam que fatores biológicos estejam francamente ligados. Por exemplo, encontrou-se um aumento do fluxo sanguíneo e maior metabolismo no lado direito do cérebro em pacientes fóbicos. E já foi constatado casos de gêmeos idênticos educados separadamente que desenvolveram um mesmo tipo de fobia, apesar de viverem e serem educados em locais diferentes.

Também parece que humanos nascem preparados biologicamente para adquirir medo de certos animais e situações, como ratos, animais peçonhentos ou de aparência asquerosa (como sapos, lesmas ou baratas).

Uma razão para o desenvolvimento das fobias pode ser o fato de que associamos perigo a coisas ou situações que não podemos prever ou controlar, como um raio numa tempestade ou o ataque de um animal. Nesse sentido, pacientes com quadro clínico de transtorno de pânico acabam desenvolvendo fobia a suas próprias crises, e em consequência evitando lugares ou situações que possam se sentir embaraçados ou que não possam contar com ajuda imediata. O que há em comum em todas as fobias é o fato de que o cérebro faz poderosos links em situações de grande emoção.

Fonte: Revista Cérebro & Mente

Published in: on 02/07/2011 at 23:15  Deixe um comentário  
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Internet está causando mudança evolutiva no cérebro

Pesquisadores da University of California (UCLA), em Los Angeles, divulgaram os resultados de um estudo que apontou, em primeira estância, que o cérebro de pessoas que têm contato direto com tecnologias digitais está passando por uma “mudança evolutiva” positiva e negativa. Os cientistas descobriram que o órgão dos “nativos digitais” está se desenvolvendo de forma a lidar mais eficientemente com as tarefas de pesquisar e filtrar a grande quantidade de informação que é oferecida atualmente.

Outro ponto levantado sobre esses mesmos indivíduos é que estão tomando decisões mais rapidamente, o que, segundo o neurocientista Gary Small, pode ser decisivo para os que querem estar na liderança, no futuro. “As pessoas da próxima geração que realmente estarão na liderança serão os que tiverem muita habilidade com tecnologia e também nas relações interpessoais”, explicou.

A ambiguidade da questão se dá, de acordo com informações do blog PDA, do Media Guardian, porque esse comportamento, com relação a tecnologia, está mudando padrões do cérebro, o que prejudica as habilidades sociais dos “viciados” em Internet, e propicia aumento de condições como Attention Deficit Disorder (Transtorno do Déficit de Atençao com Hiperatividade, em português). “O cérebro é bastante especializado em seu circuito e se você repete tarefas mentais repetidamente pode aumentar certos ciruitos e ignorar outros”, conta Small.

O pesquisador dá ainda a dica para se contornar o problema, ressaltando que é importante fazer uma pausa no contato com a tecnologia. “Para se encontrar um balanço”, é preciso fazer atividades diversas, “como jantar com a família”, diz. “É importante entender como a tecnologia está afetando nossas vidas e nossos cérebros e ter o controle disso”.

Fonte: Revista Imprensa

Published in: on 21/02/2011 at 23:56  Deixe um comentário  
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Dieta da Inteligência

Uma pesquisa feita pelo neurocientista Fernando Gómez-Pinilla, da Universidade da Califórnia, aponta quais são os alimentos que fazem bem para o cérebro e melhoram as faculdades mentais do ser humano.

O neurocientista afirma que analisou estudos de várias partes do mundo e concluiu que, de fato, existem alimentos capazes de melhorar o desempenho do cérebro e de prevenir sua degeneração.

Gómez-Pinilla explica que o cérebro consome muita energia para funcionar e isso deixa como resíduos muitos químicos oxidantes. Além disso, a massa cinzenta é feita em grande parte de material oxidável. Portanto, para o cérebro não enferrujar é preciso antioxidantes, que estão presentes nas nozes, castanhas e óleos vegetais, como o azeite de oliva. Lentilha, couve-flor, aspargo, espinafre, abacate, contêm vitaminas B, D e E, que também são antioxidantes.

O espinafre também é bom por conter ácido fólico, assim como o suco de laranja. Vários dos estudos analisados afirmam que o ácido fólico pode ajudar a memória, a fluência da fala e a velocidade de processamento das informações.

Peixes gordos, como o salmão, contem a vedete dos “remédios naturais” para o cérebro: o ácido graxo ômega-3. Presente também nas castanhas. O ômega-3 dá ao cérebro maior fluidez e plasticidade, o que aumenta sua capacidade de transportar sinais, mensagens.

Existem vários nutrientes que agem no cérebro, por isso, para melhorar seu funcionamento, é fundamental ter uma boa alimentação variada. Mas não é só: além de uma boa alimentação, é aconselhável buscar coisas interessantes para fazer. Atividades estimulantes também ajudam a manter o cérebro saudável.

Não existe uma fórmula. Tanto para o cérebro quanto para a saúde em geral, o segredo está na variedade. Pouca gordura, muita atividade física e dê preferência aos alimentos frescos. É simples.

Fonte: G1

Published in: on 12/12/2010 at 22:59  Comments (2)  
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