Síndrome da Mão Alheia

É uma desordem provocada por um trauma cerebral, este estranho mal faz com que a vítima perca o controle de uma de suas mãos, a qual cria vida própria e pode chegar a fazer qualquer coisa, desde gesticular a desabotoar os botões que a outra mão tenta abotoar. Esta doença é também conhecida como “síndrome da mão anárquica”, por sua tendência a fazer sempre o contrário o que a outra mão faz, ou também chamada “Síndrome do Dr. Strangelove”, devido ao personagem de Peter Sellers no filme homônimo. Ali a mão mecânica do protagonista alternava entre tentativas de estrangular-se ao mesmo tempo fazer saudações nazistas.

O paciente da síndrome pode sentir a mão, mas pode achar que não é parte de seu corpo e que não possui controle sobre seus movimentos (inclusive não é consciente do que sua mão realiza até que chama sua atenção). A única solução é mantê-la ocupada, por exemplo, sustentando algo, mas melhor que não seja o pescoço. Ainda que possa parecer cômico a princípio, esta desordem é perigosa em muitos casos. São conhecidos depoimentos de pessoas que foram quase estranguladas por suas próprias mãos, ou receberam cortes de faca enquanto preparavam o jantar.

Karen Byrne, uma americana de 55 anos, passou 18 de sua vida sem conseguir controlar sua mão esquerda. O problema começou após uma cirurgia para curar outra doença, a epilepsia. Durante a cirurgia cerebral seu médico cortou por acidente o corpo caloso do cérebro, um feixe de fibras nervosas que mantém os dois hemisférios cerebrais em contato. Após a operação, os médicos perceberam que uma de suas mãos estava desabotoando a blusa que ela vestia. Ao ser notificada do problema, ela notou que não percebia a ação de seus membros superiores. A sua mão estava fora de controle. Um dos principais sintomas da doença era que Karen se estapeava. Ela disse que seu rosto chegava a ficar inchado de tantos tapas. Apenas um medicamento fez com que ela conseguisse restabelecer o controle da mão esquerda e voltasse a ter uma vida normal.

Fonte: Metamorfose Digital / O Dia Online Ciência e Saúde

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Published in: on 05/07/2011 at 16:03  Comments (1)  
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Síndrome de Burnout

A chamada Síndrome de Burnout é definida por alguns autores como uma das consequências mais marcantes do estresse profissional, e se caracteriza por exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos (até como defesa emocional).

Trabalhadores das áreas de Medicina, Tecnologia da Informação, Engenharia, Vendas e Marketing, Educação, Finanças, Recursos Humanos, Operações, Produção e Religião, são freqentemente propensos ao Burnout. Aqueles que têm, com frequência, interações intensas ou emocionalmente carregadas com outros estão mais suscetíveis.

Os médicos parecem ter a proporção mais elevada de casos de Burnout; de acordo com um estudo recente no Psychological Reports, nada menos que 40% dos médicos apresentavam altos níveis de Burnout.

O termo Burnout é uma composição de burn=queima e out=exterior, sugerindo assim que a pessoa com esse tipo de estresse consome-se física e emocionalmente, passando a apresentar um comportamento agressivo e irritadiço.

Esta síndrome foi observada, originalmente, em profissões predominantemente relacionadas a um contato interpessoal mais exigente, tais como médicos, psicólogos, carcereiros, assistentes sociais, comerciários, professores, atendentes públicos, enfermeiros, funcionários de departamento pessoal, telemarketing e bombeiros. Hoje, entretanto, as observações já se estendem a todos profissionais que interagem de forma ativa com pessoas, que cuidam ou solucionam problemas de outras pessoas, que obedecem a técnicas e métodos mais exigentes, fazendo parte de organizações de trabalho submetidas a avaliações.

Definida como uma reação à tensão emocional crônica gerada a partir do contato direto, excessivo e estressante com o trabalho, essa doença faz com que a pessoa perca a maior parte do interesse em sua relação com o trabalho, de forma que as coisas deixam de ter importância e qualquer esforço pessoal passa a parecer inútil.

Entre os fatores aparentemente associados ao desenvolvimento da Síndrome de Burnout está a pouca autonomia no desempenho profissional, problemas de relacionamento com as chefias, problemas de relacionamento com colegas ou clientes, conflito entre trabalho e família, sentimento de desqualificação e falta de cooperação da equipe.

Sintomas emocionais: avaliação negativa do desempenho profissional, esgotamento, fracasso, impotência, baixa auto-estima.

Manifestações físicas ou transtornos psicossomáticos: fadiga crônica, dores de cabeça, insônia, úlceras digestivas, hipertensão arterial, taquicardia, arritmias, perda de peso, dores musculares e de coluna, alergias, lapsos de memória.

Alterações comportamentais: maior consumo de café, álcool e remédios, faltas no trabalho, baixo rendimento pessoal, cinismo, impaciência, sentimento de onipotência e também de impotência, incapacidade de concentração, depressão, baixa tolerância à frustração, ímpeto de abandonar o trabalho, comportamento paranóico (tentativa de suicídio) e/ou agressividade.

Depois de constatado, o tratamento da síndrome de Burnout é realizado através do psicoterapeuta. Em alguns casos não é necessária a utilização de medicamentos como os antidepressivos que atuam como moderadores de ansiedade e da tensão, sendo que estes são sempre prescritos com avaliação médica.

Fonte : Wikipédia

Published in: on 24/05/2011 at 15:16  Deixe um comentário  
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Síndrome de Cushing

Quando no sangue são encontrados elevados níveis de cortisol é porque aconteceu uma desordem no sistema endócrino, que é a chamada Síndrome de Cushing. No cérebro, a glândula pituitária libera ACTH e em resposta a esta liberação a glândula adrenal libera o cortisol sendo que altos níveis de cortisol são muito presentes em pessoas com dependência de drogas, logo podemos imaginar acertadamente que o uso destas também estimula a liberação de cortisol.

Na verdade, a doença e a síndrome de Cushing são muito semelhantes, uma vez que as manifestações de uma e outra são as mesmas. As duas tem como causa os elevados níveis de cortisol presente no sangue, apenas o que causa essa elevação do cortisol é que é diferente da doença para a síndrome. Na doença de Cushing, o cortisol é lançado no sangue devido a um  tumor na glândula pituitária, que devido a isso passa a lançar quantidades muito grandes de ACTH e provoca o liberação de cortisol na adrenal. A síndrome de Cushing não acomete somente nos humanos, ela também acomete cães domésticos.

Entre os sintomas principais temos: peso aumentado e este tem características diferentes de uma obesidade comum, pois se deposita de maneira especial no pescoço e tronco acima da clavícula e atrás do pescoço. O rosto também é outra parte onde a gordura se faz notar, pois este fica redondo com as maçãs do rosto cheias e avermelhadas, no que se conhece como face de lua-cheia. Em contrapartida, braços e pernas afinam e a musculatura diminui causando uma fraqueza muscular com dor manifestada especialmente ao subir escadas ou simplesmente caminhar. As atividades físicas se tornam muito cansativas e como se não bastassem estes transtornos, ainda começam a surgir hematomas na pele como se fossem batidas pois a pele fica fina e muito frágil. Fraqueza, cansaço, insônia, nervosismo, problemas mentais são mais alguns dos sintomas da síndrome de Cushing. Como consequência ainda pode se desenvolver diabete, dor de cabeça, hipertensão arterial, visão nublada, aparecimento de pêlos pelo corpo, mudança da voz , queda de cabelos.

No caso da doença de Cushing, o tratamento convencional é a radioterapia feita com o cobalto-60 e as doses variam entre 4.000 e 5.000 rads ao mês, que podem ser doses isoladas ou então associadas a hipofisectomia sendo que os resultados com este tipo de tratamento apresentam curas de 20% dos pacientes. Quanto ao tratamento para a síndrome de Cushing, este vai depender das causas e a cardiopatia e pressão arterial devem ser tratadas de maneira clássica até que se consiga controlar as causas que provocaram a síndrome.

Fonte: Cultura Mix

Published in: on 09/05/2011 at 22:59  Comments (2)  
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Síndrome do Cansaço Profundo

O dia parece passar tão devagar quanto um filme em câmera lenta. Os músculos doem, como se tivessem sido submetidos a uma série forte de musculação, mesmo estando longe de uma academia há meses. Ao cansaço extremo, juntam-se problemas digestivos – como gases ou cólicas – e dificuldade para dormir, apesar do sono. Esses são alguns dos sintomas da síndrome da fadiga crônica (SFC) – reconhecida pela Organização Mundial de Saúde como uma condição debilitante e estressante –, que cada vez acomete mais pessoas em todo o mundo.

Em geral, o critério para o diagnóstico de SFC observa principalmente a alteração de memória e concentração, dores musculares e nas articulações, irritabilidade, resfriados constantes, cansaço persistente, sonolência diurna, problemas intestinais, gânglios no pescoço e excesso de gases, verificados durante mais de seis meses.

As causas, no entanto, ainda não foram identificadas com precisão. Sabe-se que existe ligação com estresse, má alimentação, pouca qualidade de sono e uso de estimulantes, como café, cigarro e guaraná em pó. No caso das mulheres, os sintomas ficam ainda mais intensos durante o período pré-menstrual.

Mesmo com os sintomas já identificados, a demora do diagnóstico pode acontecer porque a SFC é uma síndrome, ou seja, um conjunto de sintomas e sinais que podem ser produzidos por mais de uma causa. Para se chegar à conclusão acertada, deve-se fazer um diagnóstico de exclusão. Uma vez que a fadiga pode ser a manifestação de outras doenças – como anemia e insuficiência cardíaca – todas essas demais enfermidades têm de ser analisadas e descartadas antes. Ainda assim, para alguns especialistas, a fadiga crônica é, invariavelmente, a consequência de alguma outra doença.

Depressão, câncer, hipo e hipertireoidismo, insuficiência renal, diabetes, hipertensão, insuficiência cardíaca e até medicamentos específicos podem ser o estopim da fadiga crônica.

Ao longo dos anos, ela já foi batizada com vários nomes diferentes. Em 1750, foi chamada de febrícula. Mais tarde, de neurastemia endêmica, doença real, encefalomielite miálgica e, na década de 70, ficou conhecida como a doença dos yuppies.

Assim como a síndrome da fadiga crônica, a fibromialgia – síndrome de amplificação da dor – ainda é pouco conhecida. Os sintomas de ambas são tão parecidos que seus diagnósticos muitas vezes chegam a ser confundidos. As diferenças entre essas síndromes ainda não são bastante claras.

Diferente da fadiga crônica, as características da fibromialgia já têm um padrão específico, descrito em 1990 pelo Colégio Americano de Reumatologia. A principal delas é a dor em diversos pontos do corpo. Mas não uma dor comum. É mais forte e persistente que o normal e atinge mais de 11 dos 18 pontos de dor que temos no corpo. Tanto que mesmo pequenos estímulos provocam uma dor-reflexo desproporcional. Às dores, associam-se fadiga, baixo condicionamento físico – que resulta em cansaço excessivo, mesmo após esforços físicos leves – e qualidade de sono prejudicada. Esse conjunto de situações específicas contribui para a uniformidade de diagnósticos em todo o mundo. O tratamento para essa síndrome varia conforme a gravidade do caso e envolve medicação.

Fonte: Jornal do Brasil

Published in: on 05/03/2011 at 22:57  Deixe um comentário  
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