18 de Outubro – Dia Mundial da Menopausa – World Menopause Day

Com o objetivo de destacar o assunto junto à sociedade em todo o mundo, a Sociedade Internacional de Menopausa – IMS indica o dia 18 de outubro para a comemoração desse evento que acomete milhões de mulheres. No Brasil são mais de 35 milhões de mulheres com mais de 40 anos.

Segundo a IMS os números são os melhores indicadores da necessidade de inserção imediata do atendimento e tratamento do climatério como desafio à saúde pública. Em 2030, as estimativas da ONU indicam que 1,2 bilhão de mulheres terão mais de 50 anos, ou seja três vezes mais do que em 1990. Programas de melhoria de qualidade de vida, controle de doenças infecciosas, avanço da medicina e acesso a informações são algumas das razões para o aumento da expectativa de vida.

A palavra climatério vem do grego klimacton e significa “crise”. Do ponto de vista clínico, o climatério pode ser definido como o conjunto de alterações orgânicas e psicológicas provocadas pela diminuição gradual da produção dos hormônios femininos (estrogênio e progesterona) pelos ovários, o que causa o fim dos ciclos menstruais. É, portanto, um período de transição entre a fase reprodutiva e a não-reprodutiva. A menopausa, muito citada para definir esta fase da vida, é a última menstruação da mulher.

As implicações com o fim da produção dos hormônios são muitas, pois eles exercem funções em quase todo o organismo da mulher. Existem receptores de estrogênios, por exemplo, no sistema nervoso central e nos tecidos ósseos. Os hormônios também são importantes para controlar a saúde global da mulher, já que participa, entre outras funções, da síntese de proteínas, da distribuição de gordura pelo corpo, do controle do colesterol e da preservação do cálcio nos ossos. Os ovários, que produzem esses hormônios, funcionam integralmente até por volta dos 40 anos, quando tem início um lento e progressivo declínio de suas funções. Esse é o começo do climatério (ou perimenopausa ou pré-menopausa). A menopausa ocorre, em média, aos 48 anos. O fim dessa fase é próximo dos 60 anos, quando o organismo se adapta às novas necessidades impostas para a manutenção da saúde.

Em sua fase inicial, 75% das mulheres sofrem algum tipo de experiência relacionada à falta de estrogênio, como ondas de calor, incontinência urinária, ressecamento da pele e secura vaginal. Também são relatados com constância casos de irritabilidade, perda de concentração e da libido e depressão. Em cerca de 30% delas os sintomas são severos. A longo prazo o déficit hormonal está relacionado ao aumento de doenças cardiovasculares, osteoporose e doenças cognitivas e demenciais, como o Mal de Alzheimer.

The International Menopause Society, in collaboration with the World Health Organization, has designated October 18 as World Menopause Day. In observation of the day, the IMS, through its organ the Council of Affiliated Menopause Societies, distributes sample press materials to inform women about menopause, its management and the impact of estrogen loss. World Menopause Day can also be a call to implement policies that support research and treatment in the area of menopausal health.

Fonte: Clip Mulher / International Menopause Society

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23 de Setembro – Dia Internacional Contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças – International Day Against the Sexual Exploitation and Trafficking of Women and Children

A Conferência Mundial de Coligação contra o Tráfico de Mulheres de 1999, que aconteceu em Dhaka, Bangladesh, escolheu 23 de setembro como o Dia Internacional Contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças. Esta data foi escolhida para lembrar a promulgação da primeira lei que puniu, com penas de três a seis anos de prisão, quem promovesse ou facilitasse a prostituição e corrupção de menores de idade.

O negócio da exploração sexual de meninas e meninos cresce no mundo de maneira incontrolável. Depois do comércio de drogas e de armas, é a atividade mais rentável do crime organizado. O turismo sexual, a prostituição infantil e a pornografia são as linhas principais desta lucrativa “indústria” presente em todos os cantos do planeta.

Para termos uma ideia rápida do que isso significa, basta saber que:

– Na internet, a cada dia, são abertas mais de 100 paginas web de pornografia infantil.

– Cinco milhões de meninos, meninas e adolescentes são vítimas de exploração sexual comercial. Estes dados foram revelados no Segundo Congresso Mundial sobre o tema realizado em Yokohama (Japão), em 2001.

– Somente na Colômbia, o número de meninas prostituídas multiplicou-se por cinco nos últimos anos.

– A República Dominicana, o México, a Guatemala e o Brasil estão entre os principais fornecedores de “mão de obra sexual infantil”.

– Existem redes internacionais que lucram com os corpos das meninas e dos meninos.

– Podem apontar-se sinais, agências de turismo, de publicidade, agências matrimoniais, de adoção e de emprego, autoridades e até pais e mães que se prestam a este repulsivo “negócio”.

– Não somente as meninas são exploradas sexualmente. Um grande número de meninos tem sido incorporado a este tráfico.

– Em Sri Lanka, sabe-se de 30 mil meninos dedicados à prostituição. Na República Dominicana, outro tanto. Em Senegal, na Costa de Marfim e nos países da África Ocidental também se contam aos milhares. Nas cidades da Europa do Leste, a prostituição masculina infantil está cada vez mais estendida.

Sabemos que cerca de 4 milhões de pessoas são traficadas anualmente no mundo. Segundo estimativas da Federação Internacional Helsinque de Direitos Humanos da ONU, o Brasil contribui para a formação desse assombroso número com cerca de 75 mil mulheres que são exploradas sexualmente na União Europeia, representando 15% do total de mulheres exploradas nesses países. Por isso, o Brasil detém o título de maior exportador de mulheres para fins de exploração sexual comercial da América do Sul.

Observe-se que, como o tráfico de seres humanos tem como principais vítimas as mulheres e as meninas não há dados referentes ao tráfico e exploração sexual de homens e meninos, o que inviabiliza quaisquer comparações entre os gêneros. O simples fato de não haver dados, por si só, indica a baixa frequencia, se é que ela existe, do tráfico de homens e meninos para tais fins. Assim, acaba-se por confirmar a tese de que este tipo de violação a direitos funda-se em uma desigualdade de gênero, atingindo somente (ou prioritariamente) as mulheres. Já os aliciadores são majoritariamente do sexo masculino, sendo que 59% deles têm idade entre 20 e 56 anos. Os principais destinos são a Europa (com destaque para a Itália, Espanha e, mais recentemente, Portugal) e países da América Latina (como Paraguai, Suriname, Venezuela e Republica Dominicana).

A related campaign date is September 23, International Day Against the Sexual Exploitation and Trafficking of Women and Children, which was established at the World Conference of the Coalition Against the Trafficking of Women in January of 1999 in Dhaka, Bangladesh. Despite recent, widespread attention to the issue of trafficking and sexual slavery  in numerous countries around the world, extensive support networks continue to feed this industry. In addition to constituting a grave violation of human rights, sexual exploitation and trafficking also fosters unsafe sexual practices that promote the transmission of HIV/AIDS.

Fonte: Ultima Instancia UOL / The Free Library

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8 de Março – Dia Internacional da Mulher – International Women’s Day

O Dia Internacional da Mulher foi criado em homenagem a 129 operárias que morreram queimadas numa ação da polícia para conter uma manifestação numa fábrica de tecidos. Essas mulheres pediam a diminuição da jornada de trabalho de 14 para 10 horas por dia e o direito à licença-maternidade.

Isso aconteceu no dia 08 de março de 1857, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Desde então, esta data tem sido referência para homenagear as mulheres de todo o mundo em sua luta na busca de seus direitos e dignidade pessoal, social e profissional. Inúmeros desafios já foram superados e certamente muitas conquistas ainda estão por vir, resultantes da força e da coragem da MULHER.

International Women’s Day (IWD) is marked on March 8 every year. It is a major day of global celebration for the economic, political and social achievements of women.

In some places like China, Russia, Vietnam and Bulgaria, IWD is a national holiday.

Fonte: Ipas Brasil / Wikipédia

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Published in: on 04/03/2014 at 00:16  Deixe um comentário  
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24 de Fevereiro – Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil

A data é alusiva a edição do Código Eleitoral Provisório de 1932, que deu as mulheres o direito à cidadania política, por meio do voto. O Decreto número 21.076, de 24 de fevereiro de 1932, instituiu o Código Eleitoral Brasileiro, que no seu artigo 2 disciplinava como eleitor todo cidadão maior de 21 anos, sem distinção de sexo.

As líderes feministas Bertha Lutz e Nathércia da Cunha Silveira, advogada e bióloga, respectivamente, levaram ao então presidente Getúlio Vargas, em junho de 1932, um memorial com mais de cinco mil assinaturas solicitando que elas participassem da elaboração do anteprojeto da nova constituição brasileira. Em 3 de maio de 1933, a mulher brasileira votaria e seria votada pela primeira vez, em âmbito nacional, na eleição da Assembleia Nacional Constituinte. A médica paulistana Carlota Pereira de Queiroz foi a primeira deputada brasileira, seguida por Bertha Lutz, em 1934. O primeiro país do mundo a conceder o direito de votos à mulher foi a Nova Zelândia, no ano de 1893. Na América Latina, o pioneiro foi o Equador, em 1929.

A legislação eleitoral vigente garante às mulheres brasileiras a participação efetiva nas eleições, obrigando os partidos políticos a apresentarem em suas chapas a cota mínima de 30% de candidatas.

Fonte: CCJC / PSB Salvador / ALEPE

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Published in: on 22/02/2014 at 17:28  Deixe um comentário  
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6 de Fevereiro – Dia Internacional Contra a Mutilação Genital Feminina – International Day Against Female Genital Mutilation

Mais de 150 milhões de mulheres e meninas foram submetidas a mutilação genital feminina em todo o mundo. Segundo o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), cerca de três milhões de meninas se tornam vítimas dessa prática a cada ano.

As principais vítimas da mutilação genital são meninas e mulheres de 28 países africanos, sobretudo ao sul do Saara. Fora da África, essa prática é comum principalmente em países árabes como Omã e Iêmen. Na Europa e na América do Norte, os imigrantes muitas vezes viajam para seus países de origem para mandar mutilar suas filhas.

Em mulheres, a mutilação pode ter vários graus e maneiras. A extirpação do clitóris é chamada de clitoridectomia; pode ser acompanhada da eliminação de parte ou de todo o lábio vaginal, procedimento chamado excisão. De modo generalizado, essas práticas de remoção são chamadas circuncisão feminina. Há uma forma de mutilação – infibulação – mais grave, que consiste na costura dos lábios ou do clítoris, impedindo a menstruação e frequentemente levando a mulher à morte.

Algumas comunidades islâmicas e outras não islâmicas do norte da África e Oriente Médio praticam a mutilação sexual nas meninas e vêm chamando a atenção do mundo ocidental por conta disso. Contudo, são relatados casos de mutilação sexual feminina em todo o mundo, inclusive em países desenvolvidos.

6 February is International Day against Female Genital Mutilation. The day has been designated by the United Nations to raise awareness amongst the general public about this traditional practice which severely violates the human rights of women and girls. In the 28 countries in sub-Saharan Africa and the Middle East where female genital mutilation/cutting is performed, some 130 million women and girls have been affected. In addition to causing severe pain, FGM can result in prolonged bleeding, infection, infertility and death. The practice is still widespread in spite of a global commitment following the 2002 UN Special Session on Children to end FGM by 2010.

Fonte: Portal de Notícias Ijuhy / UN Women / Swissinfo

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7 de Julho – Dia do Ingresso da Mulher nas Fileiras da Marinha Mercante Brasileira

No dia 7 de julho a Marinha do Brasil comemora o aniversário do ingresso da mulher nas carreiras de Praças e Oficiais. A decisão pioneira foi tomada pelo então Ministro da Marinha, Almirante-de-Esquadra Maximiniano Eduardo da Silva, por intermédio da Lei número 6807/80.

Um dos motivos que levaram à seleção da primeira turma de oficiais, em 1981, foi a necessidade de suprir, com mão-de-obra especializada, o então recém-inaugurado Hospital Naval Marcílio Dias. O começo foi com a criação do Corpo Auxiliar Feminino da Reserva da Marinha (CAFRM).

Somente na segunda metade dos anos 1990, após dez anos da criação do CAFRM, a Marinha Brasileira, a exemplo de outras Marinhas mundiais, assimilou a presença de mulheres militares em seus Corpos e Quadros de carreira, não visualizando mais a necessidade de uma carreira destinada somente ao gênero feminino.

Inicialmente a primeira turma de mulheres teve seu primeiro treinamento profissional-militar com militares da própria Marinha Brasileira, com o apoio de policiais militares femininos de São Paulo. Somente a partir da quinta turma é que o treinamento passou a ser unificado com os homens.

O uniforme também passou por mudanças, sendo o primeiro uniforme especialmente formulado para as primeiras integrantes do CAFRM, tinha cor distinta dos uniformes masculinos, azul claro e atentando para o detalhe dos brincos serem padronizados. Os sapatos foram inspirados nos das policiais militares de São Paulo, de cadarço para dar estabilidade nos deslocamentos de marcha.

Fonte: Mulheres a Bordo

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Published in: on 03/07/2013 at 00:57  Deixe um comentário  
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Doença Cardíaca Causa Mais Sofrimento em Mulher

A pressão extra de cuidar da casa e família pode ser um fator determinante que explica por que as mulheres com doenças cardíacas têm uma pior qualidade de vida do que os homens, disseram pesquisadores.

– A qualidade de vida das mulheres com doenças cardíacas é significativamente pior do que a dos homens, independentemente de diagnóstico cardíaco, idade, raça, ou perfil de fator de risco cardíaco – de acordo com a equipe liderada pelo psicólogo Charles F. Emery, da Universidade Estadual de Ohio, em Columbus (Ohio).

Aumentos no desconforto físico e sofrimento emocional associados à doença podem afetar pessoas com doenças cardíacas. Uma pesquisa anterior indica que esse sofrimento pesa mais para as mulheres do que para os homens, mas as razões dessa diferença de gênero ainda são desconhecidas.

No estudo, Emery e sua equipe utilizaram uma série de questionários sobre qualidade de vida entre 410 homens e mulheres diagnosticados com doenças cardíacas, durante um ano.

Os pacientes, com idade média de 59,5 anos, foram avaliados para mudanças de tristeza, estresse e atividade física, assim como a percepção da quantidade de apoio da família e dos amigos.

A equipe descobriu que as mulheres tiveram notas mais baixas do que os homens em qualidade de vida física e mental durante os 12 meses de estudo.

Os pesquisadores também verificaram que um menor nível de apoio dos amigos e da família estava associado a declínios na qualidade de vida de mulheres. No entanto, o mesmo não foi detectado entre os homens.

Por que as mulheres são mais afetadas pelo apoio inadequado ao lidar com a doença? De acordo com Emery e os colegas, os papéis tradicionais dos sexos ditam que as mulheres mais velhas devem cuidar da casa e família, um papel que normalmente está acima do trabalho.

Os pesquisadores acreditam que essas pressões extras podem deixar as cardiopatas especialmente mal preparadas para lidar com os efeitos da enfermidade.

O apoio efetivo da família e dos amigos pode ser “mais relevante para a qualidade de vida para as mulheres do que os homens”, concluíram os pesquisadores.

– As mulheres estão voltando para um ambiente do lar e um ambiente de trabalho onde as demandas não mudaram muito – disse Emery em um comunicado.

– As estratégias para aumentar os níveis de apoio – especialmente companheirismo – entre as mulheres com doenças cardíacas podem ser importantes para melhorar a qualidade de vida. E como conhecemos a importância da qualidade de vida para a morbidade e mortalidade, isso pode ser uma intervenção muito poderosa e simples – completa.

Fonte: Reuters / JB Online

Published in: on 03/01/2011 at 16:59  Deixe um comentário  
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