1º de Dezembro – Dia do Numismata

1º de dezembro é o Dia do Numismata. Essa data foi escolhida por reunião da Sociedade Numismática Brasileira por ser o dia, no calendário católico, de Santo Eloi (ou Elígio), padroeiro dos numismatas.

Numismática  é a ciência que tem por objetivo o estudo das moedas e das medalhas. A preocupação principal da numismática é a moeda, enquanto peça cunhada.

Cabe ao numismata analisar as moedas por diferentes métodos e buscando nelas diferentes informações. Durante esse processo o numismata fará uso de conhecimentos adquiridos através de outras disciplinas como a história, a simbologia, a epigrafia, a heráldica, a geografia, a economia, e noções dos processos de metalurgia, e da evolução nas artes, entre outros campos que podem ser abordados.

A numismática clássica divide-se em duas partes distintas: a teórica, que estuda a nomenclatura numismática e os métodos de classificação e conservação das moedas; e a histórica, que estuda o desenvolvimento da moeda nas diferentes partes do mundo ou de uma região específica, promovendo também a classificação de suas emissões.

Distingue-se numismática do colecionismo, uma vez que a primeira trata do estudo das moedas, ao passo que o colecionismo está mais relacionado à posse das moedas. O uso do termo “numismática” como sinônimo de colecionismo está relacionado ao fato de muitos estudiosos também possuírem coleções particulares, e de colecionadores, por vezes, efetuarem breves pesquisas sobre suas moedas.

Há também de se considerar que no início a numismática se desenvolveu dentro das coleções de museus europeus, e, na falta de informação, dependia inteiramente da análise “palpável” dos exemplares. Por tanto, se fazia necessário possuí-los.

Na atualidade, desenvolveu-se também o conceito de colecionar moedas como forma de investimento, visto que as moedas costumam se valorizar com o passar dos anos e, dessa forma, podem garantir lucro aos “investidores” no momento da revenda. Mesmo a coleção de moedas recentes pode se tornar uma fonte de forte valorização. Há vários casos de moedas recentes valorizarem até 5000% comparado ao valor de face.

A numismática desenvolveu-se no Brasil, principalmente a partir do século XIX, seguindo em parte o modelo europeu.

A aristocracia teve papel fundamental para o desenvolvimento da numismática no Brasil, por ser a classe mais instruída e também por ter condições de formar coleções numismáticas, lembrando-se que na época as coleções deviam se formar basicamente de moedas greco-romanas. Temos também a contribuição especial do imperador Dom Pedro II, amante das artes e da história e que frequentemente fazia viagens ao exterior donde trazia “lembranças”. Com o fim do Império, a maior parte da produção numismática brasileira ficou restrita a museus e a trabalhos realizados por poucos pesquisadores principalmente no eixo das cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, quadro que começou a se alterar com a popularização das feiras de antiguidade e com a criação de sociedades numismáticas no país.

Apesar dos esforços, a numismática no Brasil não é tão bem difundida como em outros países. Ainda assim, possui vários grupos de colecionadores bem organizados, cursos e literatura sobre sua evolução no país.

Fonte: Wikipédia

numismata

 

27 de Abril – Dia da Maximafilia

Em homenagem a data de nascimento de A.P.Figueiredo, considerado o Patrono da Maximafilia Brasileira.

Maximafilia é a denominação que se dá ao colecionismo de máximos postais, peças que se caracterizam pela união de um cartão-postal, um selo postal e um carimbo filatélico, todos os elementos com a mesma temática.

Trata-se de um hobby em expansão, juntamente com a filatelia, a cartofilia e a marcofilia, estimulado ainda mais pela intensificação das comunidades virtuais de interesse comum da internet.

Classe da filatelia reconhecida pela Federação Internacional de Filatelia (FIP), a maximafilia tem suas regras próprias, válidas em todos os países associados. O “Regulamento Especial para a Avaliação de Participações de Maximafilia” e as “Diretrizes para Avaliação das Participações de Maximafilia em Exposições FIP (Guidelines)” foram aprovados pela Conferência da Comissão de Maximafilia da FIP ocorrida em Málaga, na Espanha, em outubro de 2006, sendo aprovadas pelo Bureau da Federação em Luxemburgo, em março de 2007.

Os elementos que compõem um postal máximo devem obedecer às seguintes características :
1 – O selo postal deve ter poder de franquia e ser colocado exclusivamente no lado ilustrado do postal. Não são permitidos selos de porte, pré-obliterados, fiscais e de serviço.
2 – As dimensões do postal ilustrado devem obedecer ao estipulado pela Convenção Postal Universal (máxima de 105 x 148 mm. e mínima de 90 x 140 mm., com a tolerância de +/- 2 mm.) e pelo menos 75 % da sua área deve ser utilizada para a ilustração, devendo esta mostrar a melhor concordância possível com o motivo do selo ou com um dos seus motivos, no caso de existirem vários. Não são permitidos postais cujas ilustrações sejam meras reproduções de selos.
3 – Obliteração postal e data : a ilustração da obliteração e o local onde esta se efetua (nome da agência postal ), devem ter relação íntima e direta com o motivo do selo e do postal ilustrado. A data da obliteração deve estar dentro do período de circulação do selo e tão próxima quanto possível da data de emissão daquele.

Uma apresentação caprichada e sóbria valoriza o conjunto.

Fonte: Federação das Entidades Filatélicas do Estado de São Paulo / Wikipédia / CCGaia

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15 de Janeiro – Dia da Imprensa Filatélica

A imprensa filatélica no Brasil nasceu modestamente em São Paulo, em 1882. Criou-a o jovem colecionador Luís Levy, comerciante, compositor e exímio pianista.

Luís Levy falava e escrevia corretamente em cinco idiomas o que lhe facilitava a comunicação com filatelistas do mundo inteiro e a troca de peças com outras pessoas que tinham o mesmo hobby.

A princípio foi apenas um amador, mas logo percebeu que poderia vender selos e com os ganhos ampliar sua coleção. Assim, como se tornasse um comerciante, teve a ideia de propagar o gosto pela filatelia através de uma publicação especializada. Em 15 de janeiro de 1882, circulava na cidade de São Paulo um modesto jornalzinho intitulado Brazil Philatelico.

A reduzida quantidade de colecionadores na então pequena cidade paulistana fez com que a publicação não tivesse vida longa. Apenas alguns números saíram à luz e o jornalzinho deixou de circular. Mas o caminho da imprensa filatélica estava aberto e outras publicações especializadas viriam a aparecer em diversas cidades brasileiras com o progressivo aumento do colecionismo postal.

Hoje, centenas de profissionais trabalham nos vários órgãos existentes, reunidos na Associação Brasileira dos Jornalistas Filatélicos – Abrajof.

E, em homenagem à iniciativa pioneira de Luís Levy, no dia 15 de janeiro se comemora o Dia da Imprensa Filatélica.

Hoje, a principal publicação brasileira sobre filatelia, por ser oficial, é a Revista COFI editada pela própria Empresa de Correios, contendo todos os lançamentos nacionais com as características de cada peça filatélica, além de um vasto e bem elaborado noticiário sobre o que emitem outras nações em matéria de selos postais, principalmente aquelas que formam a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Fonte: Wikipédia

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Published in: on 12/01/2014 at 23:40  Deixe um comentário  
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1º de agosto – Dia Nacional do Selo Postal

O Dia Nacional do Selo Postal é comemorado em 1º de agosto porque nesta data, no ano de 1843, foram emitidos os primeiros selos no país.

Conhecidos como Olho-de-Boi, devido às suas semelhanças com o olho desse animal, os selos brasileiros tinham os valores de 30, 60 e 90 réis, e foram impressos por determinação do Governo Imperial brasileiro.

De início, houve a discussão sobre a conveniência de se estamparem nos selos a efígie do imperador. As autoridades da época acabaram por concluir que os selos não deveriam trazer o rosto de Dom Pedro II, pois os selos, carimbados, acabariam por vilipendiar a imagem de Sua Majestade. Por esta razão, as primeiras séries de selos postais do Brasil traziam apenas os algarismos de valor na estampa.

A série Olho-de-Boi circulou entre 1843 e 1844. Os selos de 90 réis eram destinados apenas às correspondências internacionais, o que os tornariam mais raros e disputados por filatelistas no futuro.

Até hoje, a série Olho-de-Boi é uma das mais raras e procuradas, não apenas na filatelia brasileira, mas no mundo.

Fonte: Biblioteca Padre Elemar Scheid / Wikipédia

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