2 de Outubro – Dia do Quadro Complementar de Oficiais do Exército

Criada em 5 de abril de 1988 a Escola de Administração do Exército (EsAEx), situada na capital baiana, forma o integrante do Quadro Complementar de Oficiais (QCO), que foi estabelecido pela Lei 7.831, de 2 de outubro de 1989 – daí o Dia do QCO ser comemorado em 2 de outubro.

Constituído por homens e mulheres com curso de nível superior, realizado em instituições civis, em áreas que sejam de interesse do Exército, o QCO atua como um importante agente na manutenção dos níveis de profissionalismo que garantem o poder de dissuasão ao Exército Brasileiro.

Maria Quitéria, por sua bravura foi escolhida para ceder seu nome ao QCO. Nascida no sítio Licorizeiro, em São José das Itapororocas, sertão da Bahia, em 27 de julho de 1792, Maria Quitéria de Jesus era filha de Gonçalo Alves de Almeida e Quitéria Maria de Jesus.

Sua vida começou a mudar quando tomou conhecimento da arregimentação de voluntários para a causa da independência. Maria Quitéria abandonou a casa paterna e seguiu para a casa de uma de suas irmãs, que lhe cortou os cabelos e cedeu-lhe roupas do próprio marido, de nome Medeiros.

E foi com esse nome que Maria Quitéria alistou-se. Primeiro num Regimento de Artilharia. Após batalhas em Conceição, Pituba, Itapuã e Barra do Iaraguaçu, entre outras, nas quais coragem, fibra e fé foram postas à prova, o “Soldado Medeiros”, por seguidos atos de bravura, passou a figurar nas referências elogiosas de seus superiores e comandantes.

Ferida em combate, sua condição feminina foi descoberta, mas, devido a seus bravos feitos, em vez de ser excluída das forças passou a ter o direito de usar o próprio nome. Soldado Maria Quitéria.

Logo após, começou a trajar um saiote por sobre as calças do uniforme e foi transferida para a Infantaria, alistando-se no “Batalhão Voluntários do Príncipe D. Pedro” como Soldado Maria Quitéria de Jesus. Com esse ato, sagrava-se, oficialmente, como a primeira mulher a assentar praça numa unidade militar no Brasil.

A Unidade em que estava incorporada a Soldado, assim como as demais que combatiam no Recôncavo Baiano, foram integradas à 1ª Divisão de Exército (1ª DE) quando da triunfal entrada na capital baiana. Com isso, quis o destino que Maria Quitéria integrasse o mesmo Grande Comando daquele que viria a ser Patrono do Exército Brasileiro.

Ao término da campanha pela manutenção da Independência do Brasil, Maria Quitéria seguiu para o Rio de Janeiro, onde foi recebida em audiência pelo Imperador D. Pedro I. Este lhe conferiu a medalha de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro e o soldo vitalício de Alferes de Linha.

A heroína veio a falecer em 21 de agosto de 1853. Mas teve sua coragem oficialmente reconhecida quando passou a integrar o panteão da História na condição de heroína da Independência do Brasil.

Por Decreto Presidencial de 28 de junho de 1996, foi a Paladina da Independência nomeada Patrono do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro.

Fonte: CMNE

qco

 

 

Published in: on 26/09/2016 at 00:20  Deixe um comentário  
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